El mundo cambia
El mundo gira como si nada, pero yo me quedé quieto
En algún punto
Que ya ni recuerdo
Me levanto y todo apesta a rutina
A puta rutina
Cada vez me siento menos conectado
Como una pieza que nunca encajó
La ciudad respira y yo respiro distinto
Camino sin guía, sin permiso
Sin miedo, no encajo, no me adapto, me cago en su orden
En sus normas y sus mentiras
Siento el pulso del mundo roto, pero nadie lo ve
Nadie lo toca
Se conforman con lo que les dan
Yo prefiero aprender a romperlo todo
El mundo gira y me deja atrás
Siento que floto en medio de la multitud
Pero nadie me nota
Nadie me ve
Nadie me ve
¡Ué!
Solo despierto y con rabia
Rompiendo la quietud que ellos llaman vida
¡Puta vida!
Si me buscas
Me encontrarás
Estoy en los espacios que ellos ignoran
En los silencios que queman
Y despiertan
El mundo cambia
Yo lo miro de frente
Cada vez más lejos
Cada vez más solos
Pero todavía en pie
No tengo sitio
No tengo ganas de ser uno más
Tengo palabras
Tengo respeto
Y eso vale más que toda su mierda junta
Yo vengo de un sitio donde darse la mano
Valía más que mil putas frases
Donde mirar a los ojos decía más que todo este circo
Ahora todo va de prisa
Todo caduca
Todo se cambia por una pose de mierda
Mucho ruido
Mucho cuento
Y yo no sé vivir así
No sé venderme
No sé poner buena cara
Mientras todo se va al puto carajo
Por eso camino aparte
Porque todavía me queda algo limpio
La palabra, el respeto y los huevos
Para no tragar con todo
No me verás siguiendo huellas
De ninguno de esos gilipollas
Que cambian de chaqueta
Según sople el aire
Yo aprendí a aguantar el golpe
Sin bajar la vista
A seguir de pie
Cuando todo alrededor se cae a pedazos
Yo no me trago
Ni sus discursos
Ni esa forma de vivir tan vacía, tan cobarde
No necesito su manera podrida
De entender la vida
Así que no me hablen de progreso
Si todo se cae por dentro
Si ya casi nadie sostiene
Lo poco que aún merece, respeto
Prefiero caminar contra todo
Partirme la cara con lo real
Antes que acabar sonriendo como otro imbécil doméstico
O mundo muda
O mundo gira como se nada tivesse acontecido, mas eu fiquei parado
Em algum ponto
Que já nem lembro mais
Me levanto e tudo cheira a rotina
A maldita rotina
Cada vez me sinto menos conectado
Como uma peça que nunca se encaixou
A cidade respira e eu respiro diferente
Caminho sem guia, sem permissão
Sem medo, não me encaixo, não me adapto, me cago nas regras deles
Nas normas e nas mentiras deles
Sinto o pulso do mundo quebrado, mas ninguém vê
Ninguém toca
Se conformam com o que recebem
Eu prefiro aprender a quebrar tudo
O mundo gira e me deixa pra trás
Sinto que flutuo no meio da multidão
Mas ninguém me nota
Ninguém me vê
Ninguém me vê
Ê!
Só acordo e com raiva
Quebrando a quietude que eles chamam de vida
Vida de merda!
Se me procurares
Me encontrarás
Estou nos espaços que eles ignoram
Nos silêncios que queimam
E despertam
O mundo muda
Eu olho de frente
Cada vez mais longe
Cada vez mais sozinhos
Mas ainda de pé
Não tenho lugar
Não tenho vontade de ser mais um
Tenho palavras
Tenho respeito
E isso vale mais que toda a merda deles junta
Eu venho de um lugar onde um aperto de mão
Valia mais que mil frases de merda
Onde olhar nos olhos dizia mais que todo esse circo
Agora tudo é apressado
Tudo vence
Tudo é trocado por uma pose de merda
Muito barulho
Muito papo
E eu não sei viver assim
Não sei me vender
Não sei fazer boa cara
Enquanto tudo vai pro caralho
Por isso caminho separado
Porque ainda me resta algo limpo
A palavra, o respeito e a coragem
Pra não engolir tudo
Não me verás seguindo os passos
De nenhum desses idiotas
Que mudam de lado
Conforme o vento sopra
Eu aprendi a aguentar a porrada
Sem baixar a cabeça
A continuar de pé
Quando tudo ao redor desmorona
Eu não engulo
Nem os discursos deles
Nem essa forma de viver tão vazia, tão covarde
Não preciso da maneira podre deles
De entender a vida
Então não me falem de progresso
Se tudo desmorona por dentro
Se quase ninguém sustenta
O pouco que ainda merece, respeito
Prefiro caminhar contra tudo
Levar na cara o que é real
Antes de acabar sorrindo como outro idiota domesticado
Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez