EL RUGIDO DE MI RABIA
Así paso los días
Tragando palabras
Mordiéndome las ganas
Guardándome incendios
No sé estar quieto
Siempre metido
Donde no toca
No tengo arreglo
No tengo cura
Siempre voy recto hacia la locura
Soy el que molesta
Soy el que sobra
El que aparece cuando todo explota
Luego vienen las hostias
Pero por lo menos no vivo de rodillas
Yo soy el diablillo
El que prende la mecha
Así que aparta
Déjame pasar
Hoy no me callo
Hoy no me paro
No tengo miedo a caerme otra puta vez
Así que
Sí estorbo
Ya sabes que hacer
Aparta o empuja
Pero déjame arder
No sirvo para estar quieto
No sirvo para obedecer
No sirvo para hacer lo que toca y mirar al suelo como todos
Siempre metido en líos
Siempre rompiendo lo que toco
Siempre jodiendo mi propia vida y aun así no sé vivir de otra forma
Lo he intentado
Te juro que lo he intentado
Pero duro poco portándome bien
Enseguida salto
Enseguida mando todo a la mierda
Y luego soy yo
El que paga los platos
Yo soy el diablillo
El que no encaja
El que no aprende
El que vuelve a hacerlo
Aunque salga mal. Y el día que me calme
Y el día que no moleste
Y el día que no arda por dentro
Ese día, ya no seré yo
Y al final
Sigo siendo yo el que quema
El que tropieza
El que no se calla, aunque duela
Porque a prender a vivir
No es quedarse quieto
Es prender tu fuego
Aunque tiemble todo alrededor
Y mientras otros se esconden
Yo sigo gritando
Porque el rugido de mi rabia no es solo ruido
Es recordarle al mundo
Que no me voy a rendir
Y si caigo
Sí tropiezo
Sí ardo otra vez
No importa
Porque seguir vivo
Es mi forma de pelear
Y seguir gritando es mi forma de ser libre
¡No me voy a rendir!
¡No me voy a rendir!
O RUGIDO DA MINHA FÚRIA
É assim que passo meus dias
Engolindo palavras
Reprimindo meu desejo
Salvando incêndios
Não consigo ficar parado
Sempre envolvido
Onde não deveria estar
Estou irrecuperável
Sou incurável
Eu sempre me dirijo diretamente à loucura
Sou eu quem incomoda as pessoas
Eu sou o que sobrou
Aquele que aparece quando tudo explode
Em seguida, são distribuídas as hóstias
Mas pelo menos não vivo de joelhos
Eu sou o diabinho
Aquele que acende o pavio
Então, dê um passo para o lado
Deixe-me entrar
Não ficarei em silêncio hoje
Não vou parar hoje
Não tenho medo de cair de novo, porra
Então
Sim, é um incômodo
Você sabe o que fazer
Dê espaço ou empurre
Mas deixe-me queimar
Não consigo ficar parada
Não sou bom em obedecer
Não sou bom em fazer o que devo fazer e ficar olhando para o chão como todo mundo
Sempre se metendo em encrenca
Sempre quebrando tudo que toco
Estou sempre estragando minha própria vida, e ainda assim não sei viver de outra forma
Eu tentei
Juro que tentei
Mas não consegui me comportar bem por muito tempo
Vou pular agora mesmo
Vou mandar todo mundo para o inferno agora mesmo
E depois tem eu
Quem paga a conta dos pratos
Eu sou o diabinho
Aquele que não se encaixa
Aquele que não aprende
Aquele que faz isso de novo
Mesmo que dê errado. E no dia em que eu me acalmar
E no dia em que eu não te incomodar mais
E o dia em que eu não queimar por dentro
Naquele dia, eu não serei mais eu
E no final
Ainda sou eu quem queima
Aquele que tropeça
Aquele que não se cala, mesmo que isso lhe cause dor
Porque aprender a viver
Não se trata de ficar parado
Trata-se de acender a sua chama
Mesmo que tudo ao nosso redor trema
E enquanto outros se escondem
Eu continuo gritando
Porque o rugido da minha fúria não é apenas ruído
É um lembrete para o mundo
Eu não vou desistir
E se eu cair
Sim, eu tropeço
Sim, estou em chamas novamente
Não importa
Por que continuar vivo?
É a minha forma de lutar
E continuar gritando é a minha maneira de ser livre
Eu não vou desistir!
Eu não vou desistir!