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O RUGIDO DA MINHA RAIVA

LOCURA POÉTICA

EL RUGIDO DE MI RABIA

Así paso los días
Tragando palabras
Mordiéndome las ganas
Guardándome incendios

No sé estar quieto
Siempre metido
Donde no toca
No tengo arreglo
No tengo cura
Siempre voy recto hacia la locura

Soy el que molesta
Soy el que sobra
El que aparece cuando todo explota
Luego vienen las hostias
Pero por lo menos no vivo de rodillas
Yo soy el diablillo
El que prende la mecha
Así que aparta
Déjame pasar

Hoy no me callo
Hoy no me paro
No tengo miedo a caerme otra puta vez
Así que
Sí estorbo
Ya sabes que hacer
Aparta o empuja
Pero déjame arder

No sirvo para estar quieto
No sirvo para obedecer
No sirvo para hacer lo que toca y mirar al suelo como todos

Siempre metido en líos
Siempre rompiendo lo que toco
Siempre jodiendo mi propia vida y aun así no sé vivir de otra forma
Lo he intentado
Te juro que lo he intentado
Pero duro poco portándome bien

Enseguida salto
Enseguida mando todo a la mierda
Y luego soy yo
El que paga los platos

Yo soy el diablillo
El que no encaja
El que no aprende
El que vuelve a hacerlo
Aunque salga mal. Y el día que me calme
Y el día que no moleste
Y el día que no arda por dentro
Ese día, ya no seré yo

Y al final
Sigo siendo yo el que quema
El que tropieza
El que no se calla, aunque duela
Porque aprender a vivir
No es quedarse quieto
Es prender tu fuego
Aunque tiemble todo alrededor
Y mientras otros se esconden
Yo sigo gritando
Porque el rugido de mi rabia no es solo ruido
Es recordarle al mundo
Que no me voy a rendir
Y si caigo
Sí tropiezo
Sí ardo otra vez
No importa
Porque seguir vivo
Es mi forma de pelear
Y seguir gritando es mi forma de ser libre
¡No me voy a rendir!
¡No me voy a rendir!

O RUGIDO DA MINHA RAIVA

Assim eu passo os dias
Engolindo palavras
Me mordendo de vontade
Guardando incêndios

Não sei ficar parado
Sempre me metendo
Onde não é pra ir
Não tenho conserto
Não tenho cura
Sempre vou reto pra loucura

Sou o que incomoda
Sou o que sobra
Apareço quando tudo explode
Depois vêm as porradas
Mas pelo menos não vivo de joelhos
Eu sou o diablinho
Aquele que acende o pavio
Então se afasta
Deixa eu passar

Hoje não me calo
Hoje não paro
Não tenho medo de cair de novo
Então
Se eu estorvo
Já sabe o que fazer
Se afasta ou empurra
Mas deixa eu queimar

Não sirvo pra ficar parado
Não sirvo pra obedecer
Não sirvo pra fazer o que é certo e olhar pro chão como todo mundo

Sempre me metendo em encrenca
Sempre quebrando o que toco
Sempre fodendo minha própria vida e mesmo assim não sei viver de outra forma
Tentei
Te juro que tentei
Mas aguento pouco me comportando

Logo eu explodo
Logo mando tudo pro inferno
E depois sou eu
Quem paga o pato

Eu sou o diablinho
Aquele que não se encaixa
Aquele que não aprende
Aquele que faz de novo
Mesmo que dê errado. E no dia que eu me acalmar
E no dia que eu não incomodar
E no dia que eu não queimar por dentro
Esse dia, já não serei eu

E no final
Continuo sendo eu o que queima
O que tropeça
O que não se cala, mesmo que doa
Porque aprender a viver
Não é ficar parado
É acender seu fogo
Mesmo que tudo ao redor trema
E enquanto outros se escondem
Eu sigo gritando
Porque o rugido da minha raiva não é só barulho
É lembrar ao mundo
Que não vou me render
E se eu cair
Sim, tropeço
Sim, queimo de novo
Não importa
Porque seguir vivo
É minha forma de lutar
E continuar gritando é minha forma de ser livre
Não vou me render!
Não vou me render!

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez