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A Vertigem das Flores

LOCURA POÉTICA

El Vértigo de Las Flores

Me he quedado dormido en el ojo del huracán
Donde no duele el aire y el tiempo se para
He buscado la luz en cuevas de Alquitrán
Creyendo que el brillo era lo que me faltaba
Y era solo el reflejo de mi propia mirada
Cansada de ser sombra, harta de no ser nada

Dicen que el vicio es el humo o el cristal o el licor
Pero mi droga más dura es este yo pequeñito
Ese que me susurra que fuera hace calor
Que mejor me quede dentro
En mi pozo bendito

Me he vuelto adicto a mis muros
A mi propia prisión
A lamerme las llagas por no buscar la salida

Que dulce es el veneno de la autocompasión
Cuando te quita el peso
De vivir tu propia vida

Y de repente el Sol
Ese Sol que no pide permiso y te quema las dudas

He visto a las hormigas burlarse de mi control
He visto a las estrellas pasearse desnudas
Y entiendo que el chute
El de verdad
El que importa es abrir la ventana y que el viento te rompa la cara

Que la vida es muy ancha
Y la mente muy corta
Y que el miedo es la única deuda que sale muy cara

Que no quiero analgésico
Para mi despertar
Que si duele la luz
Es que he vuelto a mirar

He roto las cadenas
Que yo mismo forjé
Con eslabones de excusas
Y mañana lo haré

Mi adicción era el miedo a sentirme infinito
A saber, que soy cauce y camino
Y grito

Ahora dejo que crezcan flores entre mis grietas
Que en mi cuerpo se ha el huerto
Donde siempre el azar

Ya no busco paraísos en polvos ni en recetas
He descubierto que
Para volar primero
Hay que aprender
A dejarse llevar

Oh
A dejarse llevar
Oh

A Vertigem das Flores

Adormeci no olho do furacão
Onde o ar não machuca e o tempo para
Busquei a luz em cavernas de piche
Acreditando que era o brilho que me faltava
E era apenas o reflexo do meu próprio olhar
Cansado de ser uma sombra, farto de não ser nada

Dizem que o vício é fumar, ou usar metanfetamina, ou beber álcool
Mas a minha maior droga sou eu mesma
Aquela que me sussurra que está calor lá fora
É melhor eu ficar dentro de casa
Em meu poço abençoado

Eu me viciei nas minhas paredes
Para a minha própria prisão
Estou lambendo minhas feridas por não ter procurado uma saída

Quão doce é o veneno da autocomiseração
Quando isso tira o peso dos seus ombros
Para viver a sua própria vida

E de repente o Sol
Aquele sol que não pede permissão e queima suas dúvidas

Eu vi as formigas zombarem do meu controle
Já vi estrelas andando nuas por aí
E eu entendo que o tiro
O verdadeiro
O importante é abrir a janela e deixar o vento bater no seu rosto

Essa vida é muito vasta
E uma mente muito curta
E esse medo é a única dívida que tem um preço muito alto

Eu não quero analgésicos
Para o meu despertar
A luz machuca?
Olhei novamente

Eu quebrei as correntes
Que eu forjei a mim mesmo
Com links de desculpas
E farei isso amanhã

Meu vício era o medo de sentir infinito
Ou seja, que sou tanto canal quanto caminho
E eu grito

Agora deixo as flores crescerem entre as minhas frestas
Que no meu corpo o jardim tem sido
Onde o acaso sempre prevalece

Já não busco o paraíso em pós ou receitas
Descobri que
Para voar primeiro
Precisamos aprender
Deixe-se levar

Oh
Deixe-se levar
Oh

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez