Encontré El Sentido de La Vida
Encontré el sentido de la vida
Tirado boca abajo en la cuneta
Con un porrito mordido y los ojos llenos de grietas
Me quedé plantado como un árbol muerto, las raíces al suelo y el corazón abierto
Y entre el humo y el miedo me vi chiquitito, llorando pa' adentro, gritando bajito
¡Ay!
Que me jodan los dioses si existen, que me escupan el alma si insisten
Ya no quiero tu cielo ni tu limosna pa'l otro lado el camino donde duele la sombra
¡Qué asco de calma! ¡Qué puta mentira!
La vida no enseña, la vida te tira
Pero aquí estoy, jodido y sonriendo porque amar también duele y lo sigo haciendo
Y que les den por culo a sus trajes vacíos
Yo bebo del río que nace del lío
Que su orden me aburre, me mata, me oxida
Y mi causa al menos me mantiene con vida
¡No, joder!
Que yo no nací pa' eso Ni pa' lamer culos, ni pa' ser un hueso
Que roen las normas de cuatro idiotas
Me cago en su paz y en sus putas derrotas
¡Maldita sea!
No quiero su calma, que se meta en su cielo, por dónde les sangra
Yo tengo las tripas llenas de ruido
Me sobran razones pa' irme al abismo
Pa'l otro lado del camino, joder
Donde grita la herida y nadie obedece
Soy oveja verde, hijos de puta
Y no me vendo ni muerto, me siento viviente
Pa'l otro lado donde nace el viento
Donde los rotos vuelan y vomitan el tiempo
Que le den a vuestro puto destino
Yo me quedo fumando en mi propio camino
Que jodan mierda con vuestro consuelo
Que la vida se siente con barro y con hielo
Me duele respirar, pero sigo escupiendo
Que este corazón no se vende, se está muriendo
Pa'l otro lado del camino, coño con los malditos locos, los rotos del mundo
Paso de vuestras leyes muertas, me las fumo en un suspiro
Yo no quiero ser esclavo de un sistema podrido y frío
Que sabrá el mundo de lo que soy yo
Un grito entre perros, un verso cabrón
Yo no soy sumiso, ni un número gris
Yo vine a romperlo, no a seguir
Me paso por el forro, vuestras normas
Vuestras etiquetas, vuestra forma
Soy oveja verde, no sigo al rebaño
Me alimento del engaño
Me tenéis harto, panda de muñecos
La vida se vive, no se hacen proyectos, mata vuestra paz, vuestro orden perfecto
Yo quiero guerra, sudor y respeto
Pa'l otro lado del camino joder donde los putos locos no tienen colar
Me la suda el que dirán la verdad y la ley
Mi código es el humo y lo que siento en la piel
Qué os den, hijos de mierda
No soy vuestro prototo
Me cago en vuestras etiquetas
Y en el puto minuto a minuto
Yo no estoy roto, solo estoy completo
En un mundo que se arrastra
Mientras yo camino recto
¡Grito ahogado!
¡Recto pa'l infierno pero libre, coño!
¡Libre y verde como mis porros!
Eu descobri o sentido da vida.
Descobri o sentido da vida
Deitado de bruços na vala
Com a junta roída e os olhos cheios de rachaduras
Fiquei paralisado como uma árvore morta, com as raízes fincadas no chão e o coração escancarado
E em meio à fumaça e ao medo, eu me vi minúscula, chorando por dentro, gritando baixinho
Oh!
Que se danem os deuses, se é que existem, que cuspam na minha alma se insistirem
Já não quero o teu paraíso nem as tuas esmolas, pois estou do outro lado da estrada, onde a sombra fere
Que calmaria repugnante! Que mentira deslavada!
A vida não te ensina, a vida te joga para lá e para cá
Mas aqui estou eu, ferrada e sorrindo porque amar também dói e eu continuo fazendo isso
E que se fodam os seus ternos vazios
Eu bebo da água do rio que brota do caos
Que a sua ordem me aborrece, me mata, me enferruja
E a minha causa, pelo menos, me mantém vivo
Não, que se dane!
Eu não nasci para isso, nem para lamber rabos, nem para ser um osso
Eles criticam as regras de quatro idiotas
Eu cago na paz deles e nas derrotas deles
Droga!
Não quero a calma deles, que voltem para o paraíso deles, onde sangram
Minhas entranhas estão cheias de ruído
Tenho muitos motivos para ir ao abismo
Para o outro lado da rua, droga!
Onde a ferida clama e ninguém escuta
Eu sou uma ovelha verde, seus filhos da puta!
E eu não vou me vender, mesmo que eu morra, eu me sinto vivo
Para o outro lado, onde nasce o vento
Onde a mosca quebrada e o vômito são a hora
Que se foda o seu destino
Vou ficar aqui fumando, seguindo meu próprio caminho
Que se dane o seu conforto
Essa vida é sentida com lama e gelo
Dói respirar, mas continuo cuspindo
Este coração não está à venda, ele está morrendo
Do outro lado da rua, que se danem aqueles loucos, os desequilibrados do mundo
Cansei das suas leis obsoletas, vou queimá-las num instante
Não quero ser escravo de um sistema corrupto e frio
O que o mundo sabe sobre mim?
Um grito entre cães, um verso bastardo
Não sou submisso, nem um número cinza
Vim para romper com isso, não para segui-lo
Não me importo com as suas regras
Suas etiquetas, do seu jeito
Sou a ovelha negra, não sigo o rebanho
Eu me alimento de engano
Estou farto de vocês, bando de fantoches
A vida é para ser vivida, não planejada; planos destroem sua paz, sua ordem perfeita
Quero guerra, suor e respeito
Do outro lado da rua, caramba, onde os malucos não precisam furar fila
Não me importo com o que eles dizem, a verdade e a lei
Meu código é fumaça e o que sinto na minha pele
Vão se foder, seus filhos da puta
Eu não sou o seu protótipo
Eu cago nos seus rótulos
E a cada minuto, porra!
Eu não estou quebrado, eu sou inteiro
Num mundo que se arrasta lentamente
Enquanto caminho em linha reta
Um grito abafado!
Direto para o inferno, mas livre, droga!
Livre e verde como minhas juntas!