Ganas Muertas
Vosotros no hacéis nada
Solo miráis pasar la vida
Gritáis mucho
Os movéis poco
Y el mundo sigue sin esperaros
Salís cada día con la misma cara
Cae todo mal, pero sin mover un dedo
Os pesa la vida, pero no lo bastante
¿Cómo va a cambiarla de sitio?
Tenéis la rabia guardada junto a las excusas
Y el miedo a perder
Mucho ruido en la boca
Cero pasos fuera del borde
Ganas muertas, miradas vacías
Opinión de saldo, alma en pausa
Sois expertos en sobrevivir
Y analfabetos en vivir
Ojo del que grita, el que empuja
El que se equivoca intentando algo
Preferí criticar desde lejos
Para no mancharos las manos
Defender la nada con uñas y dientes
La comodidad de no elegir
Si alguien se cae, miráis a otro lado
No vaya a ser contagioso sentir
Ganas muertas, piernas quietas
Corazones en modo ahorro
No estáis dormidos
Estáis apagados a propósito
Yo no quiero acabar así
Respirando por costumbre
Prefiero cansarme luchando
Que pudrirme esperando
Porque el mundo no lo rompen los que fallan
Lo mantienen intacto. Los que no hacen nada
Y de todas las muertes posibles
La peor es vivir con las ganas muertas
Yo corro, caigo, me equivoco
Pero sigo vivo
Vosotros ya sois polvo
Sin ni siquiera romper nada
Sin romper nada, nada
Nada, nada
Vontades Mortas
Vocês não fazem nada
Só ficam vendo a vida passar
Gritam muito
Se movem pouco
E o mundo segue sem esperar por vocês
Saem todo dia com a mesma cara
Tudo dá errado, mas sem levantar um dedo
A vida pesa pra vocês, mas não o bastante
Como vão mudar isso de lugar?
Guardam a raiva junto com as desculpas
E o medo de perder
Muito barulho na boca
Zero passos fora da linha
Vontades mortas, olhares vazios
Opinião de saldo, alma em pausa
Vocês são especialistas em sobreviver
E analfabetos em viver
Olho de quem grita, de quem empurra
De quem erra tentando algo
Preferi criticar de longe
Pra não sujar as mãos de vocês
Defender a nada com unhas e dentes
A comodidade de não escolher
Se alguém cai, vocês olham pro outro lado
Não vá que sentir seja contagioso
Vontades mortas, pernas paradas
Corações em modo economia
Vocês não estão dormindo
Estão desligados de propósito
Eu não quero acabar assim
Respirando por hábito
Prefiro me cansar lutando
Do que apodrecer esperando
Porque o mundo não é quebrado por quem falha
Ele se mantém intacto. Por quem não faz nada
E de todas as mortes possíveis
A pior é viver com vontades mortas
Eu corro, caio, erro
Mas sigo vivo
Vocês já são poeira
Sem nem quebrar nada
Sem quebrar nada, nada
Nada, nada
Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez