Háblame Cabrón
Háblame, cabrón
Dime qué coño nos pasa
Por qué todo lo que toco se rompe
Por qué todo lo que siento me aplasta
¿Dónde está el que soñaba?
El que reía sin tener que fingir
Dónde quedó el todo irá bien
Joder, si ya ni quiero seguir
Mírame
Mírame bien
Estoy harto de esconderme detrás de frases hechas
De decir no pasa nada, cuando por dentro
Me estoy matando en silencio
Cada maldita noche
Estoy cansado alma
Cansado de ser fuerte
De tragarme las palabras
Y romperme los dientes
De dormir acompañado por mi propia soledad
De luchar contra mi mismo
Y perder, sin dignidad
Y si no valgo pa' esto
Y si vivir no es lo mío
Y si todo lo que espero, se quema antes del rocio
Tú, que estás dentro, porque no me ayudas?
Porque solo me hablas cuando duele, cuando suda?
Responde
Has algo, maldita sea
No me dejes aquí con esta condena
No más pensamientos que cortan
No más recuerdos que pesan
Estoy cansado alma
Cansado de fingir
De gritar por dentro
Y que nadie me quiera oír
Cansado de mi
De este yo sin sentido
De este yo perdido
De este yo, que aún respira, pero no ha vivido
Si me escuchas
Has que esta noche no me mate
Has que mañana aunque sea algo dentro de mi, me abrace
Porque si esto es vivir
Me duele demasiado
A veces me despierto con la cara mojada
Y no sé si es sudor si es sangre o si otra vez lloré en silencio sin darme cuenta
Uh
Que asco me doy cuando no puedo ni abrazarme, joder
Otra vez esta ansiedad de mierda
Esta voz que me dice que todo da igual
Que no valgo, que no hay por qué seguir
Y lo peor es que a veces la creo, tío
La creo
Ah
Por qué coño estoy así
Que carajo me falta
Tengo heridas que no se ven
Pero me arden todos los días
Si, alma
Si estás ahí
Hazme una señal, un temblor, un suspiro
Un puto escalofrío
Porque ya no sé si sigo vivo
O solo me muevo por costumbre
Estoy tan cansado
Tan cansado
Hoy le pregunté al silencio
Si aún tenía alma
No me respondió
Y me quedé ahí tirado, helado
Como un animal herido que ya ni se defiende
Me acostumbrado ha vivir a medias
A besar el techo sin mirar al cielo
Háblame cabrón
Responde algo
Dime qué está sombra no soy yo
Que debajo del polvo aún queda fuego, aunque sea una chispa
Aunque sea ceniza que arda solo si le grito fuerte
Ah
Estoy harto de vivir con la boca cerrada
Y la cabeza gritando todo el puto día
Que voy a vivir aunque me duela
Que voy a amar aunque me parta
Que voy a escribir hasta que mis versos sean gritos que abracen
A los que callan
Anoche hablé con la nada
Y me ofreció su abrazo de cristal
Me dijo vente un rato, que aquí no duele nada
Y yo tan frágil, tan cansado
Me deje llevar sin preguntar
Volé sin alas
Reí sin sentido
Flote por dentro
Y al bajar, el cuerpo entero me pesaba
Como una culpa
Fala Comigo, Seu Filho da Puta
Fala comigo, seu filho da puta
Me diz que porra tá acontecendo
Por que tudo que toco se quebra
Por que tudo que sinto me esmaga
Cadê aquele que sonhava?
Aquele que ria sem precisar fingir
Onde ficou o tudo vai ficar bem
Caralho, se eu já nem quero continuar
Olha pra mim
Olha bem pra mim
Tô cansado de me esconder atrás de frases feitas
De dizer que tá tudo bem, quando por dentro
Tô me matando em silêncio
Toda maldita noite
Tô cansado, alma
Cansado de ser forte
De engolir as palavras
E quebrar meus dentes
De dormir acompanhado pela minha própria solidão
De lutar contra mim mesmo
E perder, sem dignidade
E se eu não sirvo pra isso
E se viver não é pra mim
E se tudo que espero, queima antes do orvalho
Você, que tá dentro, por que não me ajuda?
Por que só fala comigo quando dói, quando sua?
Responde
Faz alguma coisa, caralho
Não me deixa aqui com essa condenação
Chega de pensamentos que cortam
Chega de lembranças que pesam
Tô cansado, alma
Cansado de fingir
De gritar por dentro
E que ninguém queira ouvir
Cansado de mim
Desse eu sem sentido
Desse eu perdido
Desse eu, que ainda respira, mas não viveu
Se me ouve
Faz com que essa noite eu não me mate
Faz com que amanhã, mesmo que seja algo dentro de mim, me abrace
Porque se isso é viver
Me dói demais
Às vezes eu acordo com o rosto molhado
E não sei se é suor, se é sangue ou se de novo chorei em silêncio sem perceber
Uh
Que nojo eu sinto quando não consigo nem me abraçar, caralho
De novo essa ansiedade de merda
Essa voz que me diz que tudo tanto faz
Que eu não valho nada, que não tem por que continuar
E o pior é que às vezes eu acredito, cara
Eu acredito
Ah
Por que porra eu tô assim
Que caralho me falta
Tenho feridas que não aparecem
Mas ardem todos os dias
Sim, alma
Se você tá aí
Me faz um sinal, um tremor, um suspiro
Um puto arrepio
Porque já não sei se ainda tô vivo
Ou só me movo por costume
Tô tão cansado
Tão cansado
Hoje perguntei ao silêncio
Se ainda tinha alma
Ele não respondeu
E eu fiquei ali jogado, congelado
Como um animal ferido que já nem se defende
Me acostumei a viver pela metade
A beijar o teto sem olhar pro céu
Fala comigo, seu filho da puta
Responde algo
Me diz que essa sombra não sou eu
Que debaixo da poeira ainda tem fogo, mesmo que seja uma faísca
Mesmo que seja cinza que queima só se eu gritar forte
Ah
Tô cansado de viver com a boca fechada
E a cabeça gritando o dia todo
Que eu vou viver mesmo que doa
Que eu vou amar mesmo que me parta
Que eu vou escrever até que meus versos sejam gritos que abracem
Aqueles que ficam em silêncio
Ontem à noite conversei com o nada
E ele me ofereceu seu abraço de cristal
Disse vem um pouco, aqui não dói nada
E eu tão frágil, tão cansado
Deixei me levar sem perguntar
Voei sem asas
Ri sem sentido
Flutuei por dentro
E ao descer, meu corpo inteiro pesava
Como uma culpa