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Exibições da letra 10

Háblame Cabrón

LOCURA POÉTICA

Letra

Fala Comigo, Seu Filho da Puta

Háblame Cabrón

Fala comigo, seu filho da putaHáblame, cabrón
Me diz que porra tá acontecendoDime qué coño nos pasa
Por que tudo que toco se quebraPor qué todo lo que toco se rompe
Por que tudo que sinto me esmagaPor qué todo lo que siento me aplasta
Cadê aquele que sonhava?¿Dónde está el que soñaba?
Aquele que ria sem precisar fingirEl que reía sin tener que fingir
Onde ficou o tudo vai ficar bemDónde quedó el todo irá bien
Caralho, se eu já nem quero continuarJoder, si ya ni quiero seguir

Olha pra mimMírame
Olha bem pra mimMírame bien
Tô cansado de me esconder atrás de frases feitasEstoy harto de esconderme detrás de frases hechas
De dizer que tá tudo bem, quando por dentroDe decir no pasa nada, cuando por dentro
Tô me matando em silêncioMe estoy matando en silencio
Toda maldita noiteCada maldita noche

Tô cansado, almaEstoy cansado alma
Cansado de ser forteCansado de ser fuerte
De engolir as palavrasDe tragarme las palabras
E quebrar meus dentesY romperme los dientes
De dormir acompanhado pela minha própria solidãoDe dormir acompañado por mi propia soledad
De lutar contra mim mesmoDe luchar contra mi mismo
E perder, sem dignidadeY perder, sin dignidad

E se eu não sirvo pra issoY si no valgo pa' esto
E se viver não é pra mimY si vivir no es lo mío
E se tudo que espero, queima antes do orvalhoY si todo lo que espero, se quema antes del rocio
Você, que tá dentro, por que não me ajuda?Tú, que estás dentro, porque no me ayudas?
Por que só fala comigo quando dói, quando sua?Porque solo me hablas cuando duele, cuando suda?

RespondeResponde
Faz alguma coisa, caralhoHas algo, maldita sea
Não me deixa aqui com essa condenaçãoNo me dejes aquí con esta condena
Chega de pensamentos que cortamNo más pensamientos que cortan
Chega de lembranças que pesamNo más recuerdos que pesan

Tô cansado, almaEstoy cansado alma
Cansado de fingirCansado de fingir
De gritar por dentroDe gritar por dentro
E que ninguém queira ouvirY que nadie me quiera oír
Cansado de mimCansado de mi
Desse eu sem sentidoDe este yo sin sentido
Desse eu perdidoDe este yo perdido
Desse eu, que ainda respira, mas não viveuDe este yo, que aún respira, pero no ha vivido

Se me ouveSi me escuchas
Faz com que essa noite eu não me mateHas que esta noche no me mate
Faz com que amanhã, mesmo que seja algo dentro de mim, me abraceHas que mañana aunque sea algo dentro de mi, me abrace
Porque se isso é viverPorque si esto es vivir
Me dói demaisMe duele demasiado

Às vezes eu acordo com o rosto molhadoA veces me despierto con la cara mojada
E não sei se é suor, se é sangue ou se de novo chorei em silêncio sem perceberY no sé si es sudor si es sangre o si otra vez lloré en silencio sin darme cuenta

UhUh
Que nojo eu sinto quando não consigo nem me abraçar, caralhoQue asco me doy cuando no puedo ni abrazarme, joder
De novo essa ansiedade de merdaOtra vez esta ansiedad de mierda
Essa voz que me diz que tudo tanto fazEsta voz que me dice que todo da igual
Que eu não valho nada, que não tem por que continuarQue no valgo, que no hay por qué seguir
E o pior é que às vezes eu acredito, caraY lo peor es que a veces la creo, tío
Eu acreditoLa creo

AhAh

Por que porra eu tô assimPor qué coño estoy así
Que caralho me faltaQue carajo me falta
Tenho feridas que não aparecemTengo heridas que no se ven
Mas ardem todos os diasPero me arden todos los días

Sim, almaSi, alma
Se você tá aíSi estás ahí
Me faz um sinal, um tremor, um suspiroHazme una señal, un temblor, un suspiro
Um puto arrepioUn puto escalofrío
Porque já não sei se ainda tô vivoPorque ya no sé si sigo vivo
Ou só me movo por costumeO solo me muevo por costumbre

Tô tão cansadoEstoy tan cansado
Tão cansadoTan cansado
Hoje perguntei ao silêncioHoy le pregunté al silencio
Se ainda tinha almaSi aún tenía alma
Ele não respondeuNo me respondió
E eu fiquei ali jogado, congeladoY me quedé ahí tirado, helado
Como um animal ferido que já nem se defendeComo un animal herido que ya ni se defiende

Me acostumei a viver pela metadeMe acostumbrado ha vivir a medias
A beijar o teto sem olhar pro céuA besar el techo sin mirar al cielo
Fala comigo, seu filho da putaHáblame cabrón
Responde algoResponde algo
Me diz que essa sombra não sou euDime qué está sombra no soy yo
Que debaixo da poeira ainda tem fogo, mesmo que seja uma faíscaQue debajo del polvo aún queda fuego, aunque sea una chispa
Mesmo que seja cinza que queima só se eu gritar forteAunque sea ceniza que arda solo si le grito fuerte

AhAh

Tô cansado de viver com a boca fechadaEstoy harto de vivir con la boca cerrada
E a cabeça gritando o dia todoY la cabeza gritando todo el puto día
Que eu vou viver mesmo que doaQue voy a vivir aunque me duela
Que eu vou amar mesmo que me partaQue voy a amar aunque me parta
Que eu vou escrever até que meus versos sejam gritos que abracemQue voy a escribir hasta que mis versos sean gritos que abracen
Aqueles que ficam em silêncioA los que callan

Ontem à noite conversei com o nadaAnoche hablé con la nada
E ele me ofereceu seu abraço de cristalY me ofreció su abrazo de cristal
Disse vem um pouco, aqui não dói nadaMe dijo vente un rato, que aquí no duele nada
E eu tão frágil, tão cansadoY yo tan frágil, tan cansado
Deixei me levar sem perguntarMe deje llevar sin preguntar

Voei sem asasVolé sin alas
Ri sem sentidoReí sin sentido
Flutuei por dentroFlote por dentro
E ao descer, meu corpo inteiro pesavaY al bajar, el cuerpo entero me pesaba
Como uma culpaComo una culpa

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez. Essa informação está errada? Nos avise.

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