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Até Que O Caos Acalme

LOCURA POÉTICA

Hasta Que Amaine El Caos

Echo de menos cuando todo era incendio
Cuando perder el tiempo era sagrado
Dormíamos donde caía el cuerpo
Vivíamos con lo puesto
Y el mañana era un rumor
Que no tenía autoridad

No recuerdo la última noche que dormí sin negociar conmigo
Me persiguen voces de fondo como radios mal sintonizadas
No pego ojo del tirón
La cabeza no baja el volumen
Si la pago por un lado
Me grita por otro

Duermo a saltos
Como un animal alerta
Dentro de una ciudad
Que nunca cierra los ojos

Las voces regresan al anochecer
Como pájaros sin cielo
Dicen mi nombre
Con la boca de mis miedos

Me pesa, me jode
Esta prisa sin destino
Este vértigo sin viaje
Esta música constante
Que no deja nacer el silencio

Algo en mi pide bajar la marea
Y apagar el enjambre
Quedarse quieto hasta escuchar
El origen del latido

Oh, oh, oh, oh, oh, oh

Caminar más lento por dentro hasta que el ruido se canse
Y el alma encuentre sitio

No todo exceso es libertad
No toda euforia es vida
A veces es solo huida

Y si todo esto es un desastre
Pues perfecto
Me apunto al club de los cabrones despiertos
Con las manos vacías
Y la conciencia intacta
Y que los demás
Sigan jugando a ser adultos

Que todo siga su marcha
Y yo aquí escuchando mis propios demonios
Cada error, cada caída, cada noche sin tregua
Esperando a que todo se vaya a la mierda

Si todo esto arde, que arda
Yo me quedo escuchando el silencio
Cada error, cada noche, cada vacío

Con la conciencia intacta
Y los ojos abiertos
Hasta que amaine el caos

Oh, oh, oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh, oh, oh

Até Que O Caos Acalme

Sinto falta de quando tudo era incêndio
Quando perder tempo era sagrado
Dormíamos onde o corpo caía
Vivíamos com o que tínhamos
E o amanhã era um sussurro
Que não tinha autoridade

Não lembro da última noite que dormi sem negociar comigo
Vozes me perseguem ao fundo como rádios mal sintonizadas
Não consigo fechar os olhos de uma vez
A cabeça não abaixa o volume
Se eu calo de um lado
Grita do outro

Durmo em saltos
Como um animal alerta
Dentro de uma cidade
Que nunca fecha os olhos

As vozes voltam ao anoitecer
Como pássaros sem céu
Dizem meu nome
Com a boca dos meus medos

Me pesa, me irrita
Essa pressa sem destino
Esse vertigem sem viagem
Essa música constante
Que não deixa o silêncio nascer

Algo em mim pede pra baixar a maré
E apagar o enxame
Ficar parado até ouvir
A origem do batimento

Oh, oh, oh, oh, oh, oh

Caminhar mais devagar por dentro até o barulho se cansar
E a alma encontrar seu lugar

Nem todo excesso é liberdade
Nem toda euforia é vida
Às vezes é só fuga

E se tudo isso é um desastre
Pois perfeito
Eu me junto ao clube dos filhos da puta acordados
Com as mãos vazias
E a consciência intacta
E que os outros
Continuem brincando de ser adultos

Que tudo siga seu curso
E eu aqui ouvindo meus próprios demônios
Cada erro, cada queda, cada noite sem trégua
Esperando que tudo vá pro inferno

Se tudo isso queima, que queime
Eu fico aqui ouvindo o silêncio
Cada erro, cada noite, cada vazio

Com a consciência intacta
E os olhos abertos
Até que o caos acalme

Oh, oh, oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh, oh, oh

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez