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INTRATÁVEL

LOCURA POÉTICA

INTRATABLE

Vienes con tus juegos de siempre
Con promesas echas de humo
Dices que ahora eres diferente
Pero te conozco bien cobarde

Tus palabras ya no me tocan
Tu mirada ya no me engaña
Fuiste fuego fuiste derrota
Y ahora solo eres puta distancia

Ahora soy intratable
Ya no vuelvo hacia tu voz
Me hice hice fuerte con los restos
Que dejaste entre los dos

Ahora soy intratable
Corazón de piedra y Sol
Si antes quise perdonarte
Hoy prefiero estar mejor

Tengo un nudo en la ansiedad
Voy perdiendo la partida
Con mi propia oscuridad
Soy intratable

Ni yo mismo puedo conmigo
Voy rompiéndome despacio
Voy perdiendo lo que he sido
Voy cayendo paso a paso

Una guerra bajo la piel
Una voz que me persigue
Y no me deja volver
Un silencio que me muerde
Y no me deja irme libre
Y otro a vez me derrumbo sin hablar
Como un mar que se traga su propia sal

Si me ves sonriendo miento
Si me callo es mucho peor
Llevo un hueco que no duerme
Llevo frío al rededor
Y aunque jure que la suelto
Siempre encuentra la manera
De clavarme en el silencio
Y cerrarme bien la puerta

Soy intratable
Soy el ruido y la prisión
La caída repetida
La mentira, la atención

Tengo noches que me aprietan
Como un puño en la garganta
Veo mi sombra en el techo
Dando vueltas por la casa
Cada paso que yo doy
Suena roto por dentro como si
Llevara cristales

Y otra vez todo empieza a temblar
Cuando siento que me vuelvo a derrumbar
Crujiendo en el pecho

Tengo el alma echa ruido
Cada golpe del silencio
Me recuerda quien fui ayer
Y me miro desde afuera
Como un extraño al pasar
Con la boca llena de humo verde
Y las ganas de gritar

No me busques
No me nombres al caer
Soy un grito mal curado
Que no se deja entender

INTRATÁVEL

Você vem com seus joguinhos de sempre
Com promessas feitas de fumaça
Diz que agora é diferente
Mas eu te conheço bem, covarde

Suas palavras já não me tocam
Seu olhar já não me engana
Você foi fogo, foi derrota
E agora só é puta distância

Agora sou intratável
Não volto mais pra sua voz
Me tornei forte com os restos
Que você deixou entre nós

Agora sou intratável
Coração de pedra e sol
Se antes quis te perdoar
Hoje prefiro estar melhor

Tô com um nó na ansiedade
Tô perdendo a partida
Com minha própria escuridão
Sou intratável

Nem eu mesmo consigo comigo
Vou me quebrando devagar
Tô perdendo o que eu fui
Vou caindo passo a passo

Uma guerra sob a pele
Uma voz que me persegue
E não me deixa voltar
Um silêncio que me morde
E não me deixa ir livre
E outra vez eu desmorono sem falar
Como um mar que engole sua própria sal

Se me vê sorrindo, eu minto
Se eu me calo, é muito pior
Carrego um buraco que não dorme
Carrego frio ao redor
E mesmo que jure que solto
Sempre encontra um jeito
De me cravar no silêncio
E fechar bem a porta

Sou intratável
Sou o barulho e a prisão
A queda repetida
A mentira, a atenção

Tenho noites que me apertam
Como um punho na garganta
Vejo minha sombra no teto
Dando voltas pela casa
Cada passo que eu dou
Soa quebrado por dentro como se
Eu carregasse cristais

E outra vez tudo começa a tremer
Quando sinto que vou desmoronar
Estalando no peito

Tenho a alma feita de barulho
Cada golpe do silêncio
Me lembra quem eu fui ontem
E me olho de fora
Como um estranho ao passar
Com a boca cheia de fumaça verde
E a vontade de gritar

Não me procure
Não me nomeie ao cair
Sou um grito mal curado
Que não se deixa entender

Composição: Locura Poética