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Liberdade

LOCURA POÉTICA

Libertad

Libertad
Puta cabrona
Te sueño entre barrotes y paredes
Que me odian
Me arañas por dentro
Y me haces joder
Me muerdo la lengua
Pa' no gritar tu nombre

Te imagino riendo entre la luz que me roba el Sol
Y yo aquí con la piel pegada a la celda
Maldito encierro, maldita vida
Todo apesta y aun así te amo, zorra
Si pudiera tocarte rompería los barrotes

Te arrancaría de la distancia
Me devorarías y me salvarías al mismo tiempo

Y yo me perdería feliz en tu maldita tormenta
Eres viento que entra por la ventana
Y me levanta el alma entre mugre y polvo

Me sacudes, me humillas y me acaricias y joder
Me tienes atado sin cadenas
Libertad, maldita perra
Cuando te vas me arde el pecho
Cuando regresas me sangra el alma
Y me enciendo como un incendio viejo

Quiero volar sin permiso
Bailar borracho con la vida
Gritarle al mundo que aún respiro
Y que tu ausencia no me suicida

Libertad, puta libertad
Te quiero más que a la droga más dura
Te odio más que a los barrotes de hierro
Si me quitan el cielo
Me fabrico uno de humo y de rabia

Libertad, hija de nadie
Me dueles más que una herida abierta
Te soñé desnuda en mis manos
Pa' ver si debajo estabas tú

Me revolqué en tu vientre sucio pa' nacer mil veces
Y morir otras tantas

Tu nombre se me rompe en la garganta
Me dejas crudo
Desnudo y maldito
Libertad, cabrona de aire y fuego
Te busco en los silencios del viento
Me arrastro entre paredes que me consumen como un relámpago que atraviesa mis entrañas

Como un maldito incendio que no se apaga
Tu voz me golpea, aunque estés lejos
Me hace romperme en mil pedazos
Y aun así rogar por tu maldita cercanía

Soñarte es mi única fuga
Mi única sierra que corta el hierro y me dejó hundir en tu luz prohibida
Como un tonto que se muere de amor y rabia
Libertad, cabrona que me quema

Me rompes otra vez
Me vuelves loco y me dejas vivo
Cada segundo sin ti es un golpe
Cada latido es una condena nueva

Pero te pienso
Maldita perra
Y me siento libre, aunque me devoren las cadenas

Y aunque me devore el encierro
Aunque me trague el miedo y la oscuridad
Yo seguiré soñándote
Puta libertad

Porque vivir sin ti es morir en vida

Liberdade

Liberdade
Puta cabrona
Te sonho entre grades e paredes
Que me odeiam
Me arranham por dentro
E me fazem sofrer
Mordo a língua
Pra não gritar teu nome

Te imagino rindo entre a luz que me rouba o Sol
E eu aqui com a pele grudada na cela
Maldito encarceramento, maldita vida
Tudo fede e mesmo assim te amo, vadia
Se eu pudesse te tocar, quebraria as grades

Te arrancaria da distância
Você me devoraria e me salvaria ao mesmo tempo

E eu me perderia feliz na sua maldita tempestade
Você é o vento que entra pela janela
E levanta minha alma entre sujeira e poeira

Você me sacode, me humilha e me acaricia e porra
Me tem amarrado sem correntes
Liberdade, maldita cadela
Quando você vai, meu peito arde
Quando você volta, minha alma sangra
E eu me acendo como um incêndio antigo

Quero voar sem permissão
Dançar bêbado com a vida
Gritar pro mundo que ainda respiro
E que sua ausência não me suicida

Liberdade, puta liberdade
Te quero mais que a droga mais pesada
Te odeio mais que as grades de ferro
Se me tirarem o céu
Eu fabrico um de fumaça e raiva

Liberdade, filha de ninguém
Você me dói mais que uma ferida aberta
Te sonhei nua nas minhas mãos
Pra ver se debaixo estava você

Me revolquei no seu ventre sujo pra nascer mil vezes
E morrer outras tantas

Teu nome se quebra na garganta
Me deixa cru
Nu e maldito
Liberdade, cabrona de ar e fogo
Te busco nos silêncios do vento
Me arrasto entre paredes que me consomem como um relâmpago que atravessa minhas entranhas

Como um maldito incêndio que não se apaga
Sua voz me golpeia, mesmo longe
Me faz me despedaçar
E mesmo assim implorar pela sua maldita proximidade

Sonhar com você é minha única fuga
Minha única serra que corta o ferro e me deixou afundar na sua luz proibida
Como um idiota que morre de amor e raiva
Liberdade, cabrona que me queima

Você me quebra de novo
Me deixa louco e me mantém vivo
Cada segundo sem você é um golpe
Cada batida é uma nova condenação

Mas eu penso em você
Maldita cadela
E me sinto livre, mesmo que as correntes me devorem

E mesmo que o encarceramento me devore
Mesmo que o medo e a escuridão me engulam
Eu continuarei sonhando com você
Puta liberdade

Porque viver sem você é morrer em vida

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez