Locura Podrida
Si me notas en los ojos, cuando no he dormido
Llevo problemas pequeños viviendo conmigo
Hablo solo bajito, para no asustarme
Cuando el silencio decide atacarme
Aprendí a disimular bien el daño
Sonrío justo cuando todo aprieta
Escribo frases en papeles perdidos
Que parecen poemas pero son avisos
Mensajes que me mando desde dentro
Para no desaparecer del todo por momentos
La locura poética aparece sin aviso
Me dicta palabras que no analizo
Y escribo como el que abre una herida
Solo para comprobar que sigue viva
Si me pierdo, que sea escribiendo
Dejando señales por donde voy cayendo
Eso es mi locura poética
Seguir contando lo que duele
Aunque nadie pregunte
Aunque nadie responda
Aunque mañana vuelva a empezar desde el mismo punto
Y aunque jure mil veces que ya está olvidado
Siempre vuelve cuando bajo la guardia
Se sienta conmigo al borde del día
Y me habla de todo lo que falta
Hay mañanas que pesan demasiado
Como si el aire viniera con deuda
Y camino arrastrando pensamientos
Que nadie ve desde fuera
Me aprendí de memoria las excusas
Las digo sin necesidad de pensar
A veces todo parece sencillo
Como si fuera posible cambiar
Pero dura lo que dura un impulso
Antes de volver a empezar
Y sigo escribiendo para entenderme
Para no romperme sin ruido
Porque cuando pongo nombre al caos
Siento que sigo conmigo
Y aunque a veces no entienda lo que escribo
Sé que algo dentro sigue despierto
Una voz que se niega a rendirse
Aunque todo parezca desierto
He intentado callarla mil veces
Taparla con ruido y correr
Pero vuelve golpeando por dentro
No hay milagros detrás de estas frases
Ni respuestas que puedan curar
Solo un tipo buscando equilibrio
Entre quedarse o marchar
Y camino despacio entre dudas
Haciendo las paces conmigo
Aprendiendo que seguir de pie
Ya es bastante el castigo
Porque esta locura poética
No pide permiso al llegar
Me atraviesa, me rompe y me junta
Cada vez que vuelvo a empezar
Porque esta locura poética
No me salva pero me sostiene
Es la forma que encontré de seguir
Cuando todo lo demás se pierde
Y si un día me pierdo del todo
Y no sé cómo regresar
Que estas líneas recuerden al mundo
Que intenté no dejarme apagar
Que estas líneas recuerden al mundo
Locura poética
Locura poética
Que intenté no dejarme apagar
Locura poética
Locura poética
Que intenté no dejarme apagar
Intenté no dejarme apagar
Intenté no dejarme apagar
Locura poética
Loucuras Podres
Se você notar nos meus olhos, quando não dormi
Carrego problemas pequenos vivendo comigo
Falo baixo pra não me assustar
Quando o silêncio decide me atacar
Aprendi a disfarçar bem a dor
Sorrio justo quando tudo aperta
Escrevo frases em papéis perdidos
Que parecem poemas, mas são avisos
Mensagens que me mando de dentro
Pra não desaparecer por completo de vez em quando
A loucura poética aparece sem aviso
Me dita palavras que não analiso
E escrevo como quem abre uma ferida
Só pra checar se ainda tá viva
Se eu me perder, que seja escrevendo
Deixando sinais por onde vou caindo
Isso é minha loucura poética
Continuar contando o que dói
Mesmo que ninguém pergunte
Mesmo que ninguém responda
Mesmo que amanhã eu comece de novo do mesmo ponto
E mesmo que eu jure mil vezes que já esqueci
Sempre volta quando baixo a guarda
Se senta comigo à beira do dia
E me fala de tudo que tá faltando
Tem manhãs que pesam demais
Como se o ar viesse com dívida
E caminho arrastando pensamentos
Que ninguém vê de fora
Decorei as desculpas de cor
Falo sem precisar pensar
Às vezes tudo parece simples
Como se fosse possível mudar
Mas dura o que dura um impulso
Antes de voltar a recomeçar
E sigo escrevendo pra me entender
Pra não me quebrar sem barulho
Porque quando dou nome ao caos
Sinto que ainda tô comigo
E mesmo que às vezes não entenda o que escrevo
Sei que algo dentro ainda tá acordado
Uma voz que se recusa a se render
Mesmo que tudo pareça deserto
Tentei calá-la mil vezes
Abafá-la com barulho e correr
Mas volta batendo por dentro
Não há milagres por trás dessas frases
Nem respostas que possam curar
Só um cara buscando equilíbrio
Entre ficar ou ir embora
E caminho devagar entre dúvidas
Fazendo as pazes comigo
Aprendendo que continuar de pé
Já é castigo suficiente
Porque essa loucura poética
Não pede permissão ao chegar
Me atravessa, me quebra e me junta
Toda vez que volto a recomeçar
Porque essa loucura poética
Não me salva, mas me sustenta
É a forma que encontrei de seguir
Quando tudo o mais se perde
E se um dia eu me perder de vez
E não souber como voltar
Que essas linhas lembrem ao mundo
Que tentei não me deixar apagar
Que essas linhas lembrem ao mundo
Loucuras poéticas
Loucuras poéticas
Que tentei não me deixar apagar
Loucuras poéticas
Loucuras poéticas
Que tentei não me deixar apagar
Tentei não me deixar apagar
Tentei não me deixar apagar
Loucuras poéticas
Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez