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Os deuses quebrados do céu

LOCURA POÉTICA

Los dioses rotos del cielo

Grité a los dioses rotos del cielo
Nadie quiso responder
Solo mis demonios despertando
Y enseñándome a renacer

Clamé al cielo y no me escuchó
Más si sus puertas me cierran
Clavó la picha en la tierra
Y aquí no folla ni Dios
Ni Dios

Si el cielo se hace el sordo
Que se quede con su gloria
Yo ya no pido permiso
Para escribir mi historia
Y el puto mundo sigue girando
Igual de bruto
Igual de terco
Igual de vivo
Y que me pida más, más, más
Un poquito más de locura

Que le robo un beso al miedo
Y lo estrellé contra la Luna

Me abandono sin darme ni cuenta
Voy dejándome poco a poco caer
Como un tonto que vende su alma
Por no tener ganas de arder

Y si sigo perdido en la niebla
Y me cuesta aprender a querer
Que me hunda peleando conmigo
No dormido
Mirando perder

Porque ya grité a los dioses rotos
Y nadie me enseñó a volar
Solo mis demonios al acecho
Me empujan a no retroceder jamás

Yo viajo al corazón de mi locura
Me abrazo y me devoro en la misma noche
Entre luces que me ciegan
Y sombras que me tientan
Soy el único pasajero en este viaje sin destino

Os deuses quebrados do céu

Gritei para os deuses quebrados do céu
Ninguém quis responder
Só meus demônios despertando
E me ensinando a renascer

Clamei ao céu e não me ouviu
Mas se suas portas se fecham pra mim
Cravou a pica na terra
E aqui nem Deus transa
Nem Deus

Se o céu faz de conta que é surdo
Que fique com sua glória
Eu já não peço permissão
Pra escrever minha história
E o mundo escroto continua girando
Igual de burro
Igual de teimoso
Igual de vivo
E que me peça mais, mais, mais
Um pouquinho mais de loucura

Que eu roubo um beijo do medo
E o estremeço contra a Lua

Me abandono sem nem perceber
Vou me deixando cair aos poucos
Como um idiota que vende sua alma
Por não ter vontade de queimar

E se eu continuar perdido na névoa
E me custa aprender a amar
Que eu me afunde lutando comigo
Não dormindo
Vendo a derrota

Porque já gritei para os deuses quebrados
E ninguém me ensinou a voar
Só meus demônios à espreita
Me empurram a nunca retroceder

Eu viajo ao coração da minha loucura
Me abraço e me devoro na mesma noite
Entre luzes que me cegam
E sombras que me tentam
Sou o único passageiro nesta viagem sem destino

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez