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Maldito Galopar

LOCURA POÉTICA

Maldito Galopar

Qué haces otra vez aquí
Si te dije que no volvieras

Caballo vestido de ángel
Con alma de mil demonios
Me coges de la mano
Y todo me importa una mierda

Galopas por mi cuerpo como un animal salvaje
Contigo no hay ruido, no hay miedo, no hay nada
Solo tú y ese silencio
Que me deja medio muerto

No sé si eres mi ruina
Mi puta muerte lenta
Siempre vuelves
Cuando todo va bien
Como si te molestara verme de pie

No corras tan fuerte
Galopas y no hay quien te pare

Eres dulce eres muerte
Eres calma y tempestad
Eres lo único en mi vida que no me pide pensar
Galopa, maldito galopa
Revienta mi cabeza
A ver si en una de estas
Me borras la tristeza
Y cuando te vayas déjame durmiendo
Que así no me entero de que estoy perdiendo

Así que galopa despacio esta noche, otra vez
Y quédate conmigo
Aunque me rompas después

Súbeme a tus alas
Vamos a volar hacia la Luna
Que las estrellas vean
Cómo me pierdo, contigo
Siente como late lo vacío

Galopas si me olvido de mí
Me haces creer que vuelo
Cuando en realidad caigo
Y cada asalto hacia la Luna no es libertad
Lo que estás tocando, galopa
Corre maldito, galopa
Maldito galopa
Pero que tu carrera me enseñe
A no perderme a mí mismo
Galopa, sí, maldito galopa
Que ya sé lo que eres
Un animal que arrastra sueños
Un ladrón de vida
Galopa todo lo que quieras
Que yo me quedo de pie
Mirando el agujero que dejas
Y aprendiendo no caer

Porque ya no te temo
Aunque me arrastres
Aunque me rompas
Aunque me hagas gritar

Galopas maldito, galopa
Pero yo aprendo caminar
Sin que me arrastres más

Corre maldito corre
Pero esta vez yo camino solo
Sin miedo sin cadenas
Con las manos abiertas
Y el corazón entero

Y si vuelves esta noche
Ya no voy a temblar
Porque lo que rompiste en mí
Ya no puede sangrar
Me he perdido tantas veces
En mis putos vicios

Maldito Galopar

O que você tá fazendo aqui de novo
Se eu te disse pra não voltar

Cavalo vestido de anjo
Com alma de mil demônios
Você me pega pela mão
E eu não tô nem aí pra nada

Você galopa pelo meu corpo como um animal selvagem
Com você não tem barulho, não tem medo, não tem nada
Só você e esse silêncio
Que me deixa meio morto

Não sei se você é minha ruína
Minha puta morte lenta
Você sempre volta
Quando tudo tá tranquilo
Como se te incomodasse me ver de pé

Não corre tão forte
Você galopa e não tem quem te pare

Você é doce, você é morte
Você é calma e tempestade
Você é a única coisa na minha vida que não me faz pensar
Galopa, maldito galopa
Estoura minha cabeça
Vamos ver se numa dessas
Você me apaga a tristeza
E quando você for, me deixa dormindo
Assim eu não percebo que tô perdendo

Então galopa devagar essa noite, de novo
E fica comigo
Mesmo que depois me quebre

Me leve nas suas asas
Vamos voar até a Lua
Pra que as estrelas vejam
Como eu me perco, com você
Sinta como o vazio pulsa

Você galopa se eu esqueço de mim
Me faz acreditar que tô voando
Quando na verdade tô caindo
E cada ataque à Lua não é liberdade
O que você tá tocando, galopa
Corre, maldito, galopa
Maldito galopa
Mas que sua corrida me ensine
A não me perder de mim mesmo
Galopa, sim, maldito galopa
Que eu já sei o que você é
Um animal que arrasta sonhos
Um ladrão de vida
Galopa tudo que quiser
Que eu fico de pé
Olhando o buraco que você deixa
E aprendendo a não cair

Porque eu não te temo mais
Mesmo que você me arraste
Mesmo que você me quebre
Mesmo que você me faça gritar

Galopas, maldito, galopa
Mas eu aprendo a caminhar
Sem que você me arraste mais

Corre, maldito, corre
Mas dessa vez eu caminho sozinho
Sem medo, sem correntes
Com as mãos abertas
E o coração inteiro

E se você voltar essa noite
Eu não vou mais tremer
Porque o que você quebrou em mim
Já não pode sangrar
Eu me perdi tantas vezes
Nos meus putos vícios