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Mente Insistente

LOCURA POÉTICA

Mente Insistente

Me masturbo la mente
Vaya puta corrida de pensamientos rotos
¡Aah!
¡Qué asco, qué mierda!
Maldita conciencia podrida

Desnudo mi alma
La lanzo al fracaso
Sin rumbo, sin pausa
Me deshago en pedazos

Y no hay silencio
Solo caos latiendo
Una guerra en la cabeza
Que sigo perdiendo

¡Tic-tac, tic-tac!

Llego mi muerte pisando fuerte
Vaya puta mierda de suerte
Nací pa' perder
Aunque siga de frente

Cada recuerdo me rompe otro poco
Hablo conmigo y sueno como un loco
La muerte me roza la nuca despacio

Yo riéndome solo
Pa' no aceptar que llevo años cayendo en pedazos

¡Tic-tac, tic-tac!

Todo cae lento dentro de mí
Como si el tiempo quisiera verme
Romperme antes de partir

Porque el peor infierno no arde
Ni tiene diablo ni fuego delante
El peor infierno es despertar
Y seguir siendo el mismo de antes

¡Tic-tac, tic-tac!

Llego mi muerte y ya puedo verla
Sentada en la esquina
Fumándose mi pena
Mirándome fijo mientras todo tiembla

La tristeza es perdida de mí misma
Me duele existir en mí propia mente
Hay partes de mí que no vuelven nunca
El alma. Se me quedo cansada hace tiempo
Mi mente convierte cada pensamiento en castigo
Cuando todo parece caer sin sentido
Quizá la mente colapsando su propio ruido

No hay paz
Solo saturación constante
Me invento enemigos
Dentro de mí

Y en esa pelea sin reglas ni testigos
Me convierto en juez
Verdugo y castigo

¡Tic-tac, tic-tac!

En la sien
No es tiempo, es presión
Rompiendo por dentro
No es amenaza
Es insistencia
Es la mente pidiendo resistencia

No pido calma
No la sé sostener
Mi mente no descansa
Solo cambia de tortura
Cada pensamiento nace y muere peor

Por dentro no sangro
Pero todo está roto
Mi alma no grita
Se desgarra en silencio
El corazón late, pero ya no cree en nada
Estoy vivo por fuera
Vacío por dentro
Mi interior aprendió
A sobrevivir sin luz

¡Aah!

Rompe mi alma
Mi corazón está cansado
De sostener lo que la mente destruye

Mierda de mente ardiente
Doliente, insistente, ausente
Puto silencio violento
Lento, lamento, tormento
Sigo aquí dentro
Consciente del caos

Mente Insistente

Me masturbo a mente
Que corrida de pensamentos quebrados, que merda!
Aah!
Que nojo, que lixo!
Maldita consciência podre

Desnudo minha alma
A lanço ao fracasso
Sem rumo, sem pausa
Me desfaço em pedaços

E não há silêncio
Só caos pulsando
Uma guerra na cabeça
Que continuo perdendo

Tic-tac, tic-tac!

Chegou minha morte pisando forte
Que merda de sorte
Nasci pra perder
Mesmo assim sigo em frente

Cada lembrança me quebra um pouco mais
Falo comigo e pareço um maluco
A morte me toca a nuca devagar

Eu rindo sozinho
Pra não aceitar que estou caindo em pedaços há anos

Tic-tac, tic-tac!

Tudo cai devagar dentro de mim
Como se o tempo quisesse me ver
Quebrar antes de partir

Porque o pior inferno não queima
Nem tem diabo nem fogo na frente
O pior inferno é acordar
E continuar sendo o mesmo de antes

Tic-tac, tic-tac!

Chegou minha morte e já posso vê-la
Sentada na esquina
Fumando minha dor
Me olhando fixo enquanto tudo treme

A tristeza é a perda de mim mesma
Dói existir na minha própria mente
Há partes de mim que nunca voltam
A alma. Ficou cansada há tempos
Minha mente transforma cada pensamento em punição
Quando tudo parece desabar sem sentido
Talvez a mente colapsando seu próprio barulho

Não há paz
Só saturação constante
Invento inimigos
Dentro de mim

E nessa briga sem regras nem testemunhas
Me torno juiz
Algoz e punição

Tic-tac, tic-tac!

Na têmpora
Não é tempo, é pressão
Rompe por dentro
Não é ameaça
É insistência
É a mente pedindo resistência

Não peço calma
Não sei como sustentar
Minha mente não descansa
Só muda de tortura
Cada pensamento nasce e morre pior

Por dentro não sangro
Mas tudo está quebrado
Minha alma não grita
Se rasga em silêncio
O coração bate, mas já não acredita em nada
Estou vivo por fora
Vazio por dentro
Meu interior aprendeu
A sobreviver sem luz

Aah!

Rompe minha alma
Meu coração está cansado
De sustentar o que a mente destrói

Merda de mente ardente
Dolorida, insistente, ausente
Silêncio violento
Lento, lamento, tormento
Continuo aqui dentro
Consciente do caos

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez