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Mordendo a Poeira

LOCURA POÉTICA

Mordiendo El Polvo

Manos sucias levanta ciudades
Para después verlas caer
Pisamos fuerte todo lo vivo
Sin aprender a retroceder
Lenguas largas llenas de mentiras
Promesas que nadie cumplió

Caras serias miran al suelo
Mientras todo alrededor murió

El ruido tapa cualquier conciencia
No hay ley que frene este impulso
Ni voz que lo haga parar
Cada paso deja más ruina

Somos la plaga
La infección
El peor animal sin control

No hay control
No hay límite
Solo impulso de destruir
Mientras aprendemos a morir

Reventamos todo lo que respira
Es una caída elegida
Que nadie quiere frenar

Todo se hunde justo delante
Y aun así se decide ignorar
Maldita especie ciega y cobarde
Tragando órdenes sin rechistar
Orgullosa de no cuestionar

Asco de mente que todo lo arrasa
Que pisa fuerte sin pensar
Que ve el desastre frente a sus ojos
Y decide mirar hacia otro lugar
Que fácil resulta culpar al resto
Que cómodo es no reaccionar

Mientras todo arde lentamente
Y nadie lo quiere apagar

Somos basura que se organiza para seguir haciendo mal
Una máquina absurda y violenta
Que no sabe cuándo parar

Se repite el daño
Mierda por dentro y por fuera
Mientras todo empieza a colapsar
Como si no fuera evidente
Que todo va a reventar

Cada herida del planeta
Tiene manos humanas

Somos responsables
No espectadores
Somos parte del golpe
No simples testigos
Y seguir negándolo es otra forma de daño

Que se suma lo ya destruido
O se rompe este ciclo ahora
O no quedara nadie para contarlo
Por lo que Llama al mundo
Que está empezando
A enterrarlo

Manos sucias, ah
Manos sucias, ah

Mordendo a Poeira

Mãos sujas levantam cidades
Pra depois vê-las cair
Pisamos forte tudo que é vivo
Sem aprender a recuar
Línguas longas cheias de mentiras
Promessas que ninguém cumpriu

Faces sérias olham pro chão
Enquanto tudo ao redor morreu

O barulho abafa qualquer consciência
Não há lei que segure esse impulso
Nem voz que faça parar
Cada passo deixa mais ruína

Somos a praga
A infecção
O pior animal sem controle

Não há controle
Não há limite
Só impulso de destruir
Enquanto aprendemos a morrer

Estouramos tudo que respira
É uma queda escolhida
Que ninguém quer frear

Tudo afunda bem na frente
E mesmo assim se decide ignorar
Maldita espécie cega e covarde
Engolindo ordens sem questionar
Orgulhosa de não questionar

Nojo de mente que arrasa tudo
Que pisa forte sem pensar
Que vê o desastre diante dos olhos
E decide olhar pra outro lugar
Que fácil é culpar os outros
Que confortável é não reagir

Enquanto tudo arde lentamente
E ninguém quer apagar

Somos lixo que se organiza pra continuar fazendo mal
Uma máquina absurda e violenta
Que não sabe quando parar

O dano se repete
Merda por dentro e por fora
Enquanto tudo começa a colapsar
Como se não fosse evidente
Que tudo vai estourar

Cada ferida do planeta
Tem mãos humanas

Somos responsáveis
Não espectadores
Somos parte do golpe
Não simples testemunhas
E continuar negando é outra forma de dano

Que se soma ao que já foi destruído
Ou se quebra esse ciclo agora
Ou não vai sobrar ninguém pra contar
Por isso chama o mundo
Que está começando
A enterrá-lo

Mãos sujas, ah
Mãos sujas, ah

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez