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NÃO NOS MANDEM! NÃO NOS CALHEM!

LOCURA POÉTICA

¡NO NOS MANDÁIS! ¡NO NOS CALLÁIS!

La noche la ciudad latía raro
Como un animal acorralado
Yo estaba ahí
Con las manos temblando
Y la cabeza por fin despierta
Calles ardiendo
Nadie al control
La noche escupe rabia y rock and roll

¡No nos mandáis!
¡No nos calláis!

No somos como vosotros
Ni queremos serlo jamás
Si este mundo es correcto
Preferimos estar mal
Vamos sin dueños, sin ley
Sin moral
Somos ruido en vuestro sistema

¡Y no nos vais a arreglar!
¡No éramos nosotros!
Era todo lo que lleváis sosteniendo
Lo que estaba a punto de romperse
¡La justicia!
Esa palabra que repetís tanto
Esa figura limpia
Intocable
¡Qué puto chiste!
¡No está ciega!
Está tapada a propósito
Bien sujeta para no ver

¡A quién golpeáis siempre!
Y dan ganas de arrancársela
De obligarla a mirar
Sin excusas
¡Sin vuestro teatro!
Esa noche la libertad no vino tranquila
Ni correcta
Ni educada
¡Vino cansada!
¡No nos mandáis!
¡No nos calláis!
Por eso golpeáis
Por eso apretáis
Por eso cargáis sin pensar dos veces

Porque si paráis un segundo
Se os cae todo
Y lo sabéis
No defendéis justicia
Defendéis costumbre
Defendéis el miedo bien colocado

¡Para que nadie se mueva!
Pero algo cambió
No en la calle
No en el ruido
En la cabeza
Y cuando eso pasa
Ya podéis empujar lo que queráis

La venda ya está cayendo

¡No nos mandáis!
¡No nos calláis!
¡No nos mandáis!
¡No nos calláis!

NÃO NOS MANDEM! NÃO NOS CALHEM!

A noite a cidade pulsava estranho
Como um animal encurralado
Eu estava lá
Com as mãos tremendo
E a cabeça finalmente acordada
Ruas pegando fogo
Ninguém no controle
A noite cospe raiva e rock and roll

¡Não nos mandais!
¡Não nos calláis!

Não somos como vocês
Nem queremos ser assim nunca
Se esse mundo tá certo
Preferimos estar errados
Vamos sem donos, sem lei
Sem moral
Somos barulho no seu sistema

¡E não vão nos consertar!
¡Não éramos nós!
Era tudo que vocês vêm segurando
O que estava prestes a quebrar
¡A justiça!
Essa palavra que vocês repetem tanto
Essa figura limpa
Intocável
¡Que puta piada!
¡Não tá cega!
Tá tapada de propósito
Bem presa pra não ver

¡A quem vocês batem sempre!
E dá vontade de arrancar isso
De obrigar a olhar
Sem desculpas
¡Sem o seu teatro!
Essa noite a liberdade não veio tranquila
Nem correta
Nem educada
¡Veio cansada!
¡Não nos mandais!
¡Não nos calláis!
Por isso vocês batem
Por isso vocês apertam
Por isso vocês atacam sem pensar duas vezes

Porque se pararem um segundo
Tudo desmorona
E vocês sabem
Não defendem justiça
Defendem costume
Defendem o medo bem colocado

¡Pra que ninguém se mova!
Mas algo mudou
Não na rua
Não no barulho
Na cabeça
E quando isso acontece
Podem empurrar o que quiserem

A venda já tá caindo

¡Não nos mandais!
¡Não nos calláis!
¡Não nos mandais!
¡Não nos calláis!

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez