No por miedo
No por miedo
Sino porque no quiero mancharme las manos
En guerras de barro
En lodo de lenguas podridas
Que gritan por gritar
No porque tiemble
Sino porque no me arrastro
Porque ya he peleado demasiado como pa' andar
Ahora dando explicaciones a quien nunca las entendió
Que se queden con sus risas huecas
Que se atraganten con su rabia
Que yo sigo desnudo pero libre
Sin vender mi sombra ni hipotecar mi calma
A veces callar es más feroz que mil palabras
A veces el rugido se guarda pa' noches más oscuras
Pa' tormentas de verdad
Y yo me voy
Me voy sin bajar la cabeza, sin doblar las rodillas
Que ya bastante doble cuando era crío
Me voy porque se lo que valgo
Y no necesito ni espejo ni público
Pa' recordarmelo
No todo merece mi guerra
No todo merece mi fuego
Y hay batallas que se ganan con el peso
De un silencio que retumba más que mil espadas
No por miedo
Sino porque ya aprendí
Que no todo merece mis cicatrices
Que hay guerras que se pierden ganandolas
Que hay charcos que salpican el alma
Y yo ya no quiero más lodo en los pies
No porque tenga miedo
Sino porque no me vendo al precio de un grito
Ni me alquilo a la rabia de nadie
Que ladren, que chillen, que escupan su veneno
Mis manos están limpias y mi camino es mío
Que se queden con su barro
Que yo piso firme en la tierra y no me hundo
Que yo no bajo la cabeza ni doblo la espalda
Ni me arrodillo ante bocas vacías
A veces el silencio es un puñal que corta más hondo que un grito
A veces no mirar atrás
Es la mayor de las revanchas
Sigo con los puños cerrados por dentro
Con la calma que arde despacio
Con las palabras que me guardo para cuando de verdad valgan la pena
Porque no todo merece mi fuego
Porque hay batallas que se ganan dejando al enemigo solo
Gritando al viento, mordiendo el polvo de su propio desprecio
No me rebajo, no me arrastro
No gasto mi voz en quien no escucha
No dejo mis huellas en su arena podrida
Que mi, rugido lo guardo pa' días más oscuros
Pa' tormentas de verdad
Que mi fuerza no necesita prueba
Que yo ya se quién soy y me voy
Camino solo pero camino alto
Que no hay cadenas que me amarren
Que no hay barro que me trague
Sigo, porque cuando sabes lo que vales ya no necesitas demostrarlo
Porque hay luchas que se ganan con un paso al frente y dos hacia el horizonte
Y que se queden atrás los que gritan
Los que muerden, los que escupen al cielo esperando que llueva su bilis
Yo sigo
Sin miedo
Por dignidad
Não por medo
Não por medo
Mas porque não quero sujar minhas mãos
Em guerras de barro
Em lama de línguas podres
Que gritam só pra gritar
Não porque eu trema
Mas porque não me arrasto
Porque já lutei demais pra ficar
Agora dando explicações a quem nunca entendeu
Que fiquem com suas risadas vazias
Que se engasguem com sua raiva
Que eu sigo nu, mas livre
Sem vender minha sombra nem hipotecar minha calma
Às vezes calar é mais feroz que mil palavras
Às vezes o rugido se guarda pra noites mais escuras
Pra tempestades de verdade
E eu vou
Vou sem baixar a cabeça, sem dobrar os joelhos
Que já dobrei bastante quando era criança
Vou porque sei o que valho
E não preciso de espelho nem público
Pra me lembrar disso
Nem tudo merece minha guerra
Nem tudo merece meu fogo
E há batalhas que se ganham com o peso
De um silêncio que retumba mais que mil espadas
Não por medo
Mas porque já aprendi
Que nem tudo merece minhas cicatrizes
Que há guerras que se perdem ganhando-as
Que há poças que salpicam a alma
E eu já não quero mais lama nos pés
Não porque tenha medo
Mas porque não me vendo ao preço de um grito
Nem me alugo à raiva de ninguém
Que ladrem, que gritem, que cuspam seu veneno
Minhas mãos estão limpas e meu caminho é meu
Que fiquem com seu barro
Que eu piso firme na terra e não me afundo
Que eu não baixo a cabeça nem dobro as costas
Nem me ajoelho diante de bocas vazias
Às vezes o silêncio é uma adaga que corta mais fundo que um grito
Às vezes não olhar pra trás
É a maior das vinganças
Sigo com os punhos cerrados por dentro
Com a calma que arde devagar
Com as palavras que guardo pra quando realmente valerem a pena
Porque nem tudo merece meu fogo
Porque há batalhas que se ganham deixando o inimigo sozinho
Gritando ao vento, mordendo a poeira do seu próprio desprezo
Não me rebaixo, não me arrasto
Não gasto minha voz em quem não escuta
Não deixo minhas marcas na sua areia podre
Que meu rugido eu guardo pra dias mais escuros
Pra tempestades de verdade
Que minha força não precisa de prova
Que eu já sei quem sou e vou
Caminho sozinho, mas caminho alto
Que não há correntes que me prendam
Que não há barro que me engula
Sigo, porque quando você sabe o que vale, já não precisa provar
Porque há lutas que se ganham com um passo à frente e dois em direção ao horizonte
E que fiquem pra trás os que gritam
Os que mordem, os que cuspem ao céu esperando que chova sua bile
Eu sigo
Sem medo
Por dignidade