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Pra Minha Mãe Chorar, Pra Sua Também

LOCURA POÉTICA

Pa' Que Llore Mi Madre, Que Llore La Tuya

Pa que llore mi madre
Que llore la tuya
No gritemos sin querernos
Sin saber dónde parar

Tú bailabas con la rabia de quien no quiere volver
Yo llevaba entre las costillas la costumbre de perder

Y yo me quedé de pie
Sin saberme levantar
Con la rabia ya sin sitio donde poderse quedar
Porque hay golpes que no suenan
Pero rompen de verdad
Y hay heridas que no sangran
Pero no cierran jamás

Le robamos a la suerte
Dos segundos de calor
Y después vino el silencio a cobrarse el corazón

No gritamos los secretos
Que juramos esconder
Tú sacando mis miserias
Yo las tuyas pa' romper

Y en mitad de aquel incendio
Ya no sabía por qué
Si peleaba por orgullo
Por no perderte otra vez

Y mañana en el silencio
Me veré desfigurado
Con tu nombre atragantado y el orgullo acuchillado

Y entendí
Que esta puta guerra
La perdimos los dos
Pero el aire
Entre nosotros
Ya nunca se arregló

Los colegas preguntaban
Sin saber qué contestar

Cuando dos que eran unos se empiezan a destrozar
Crucé de nuevo las calles que nos vieron crecer mal
Y el suelo me iba diciendo
Que no se puede olvidar

Ahora cuando
Me acuerdo
No me sale ni odiar
Solo un peso en el pecho
Que no sabe terminar
Pasé otra vez
Por los sitios
Donde todo
Empezó a arder

Y cada paso
Era un golpe
Que no dejaba
De doler

Pra Minha Mãe Chorar, Pra Sua Também

Pra minha mãe chorar
Pra sua também
Não gritemos sem querer
Sem saber onde parar

Você dançava com a raiva de quem não quer voltar
Eu carregava entre as costelas a rotina de perder

E eu fiquei de pé
Sem saber me levantar
Com a raiva já sem lugar onde ficar
Porque tem socos que não fazem barulho
Mas quebram de verdade
E tem feridas que não sangram
Mas nunca fecham, jamais

Roubamos da sorte
Dois segundos de calor
E depois veio o silêncio pra cobrar o coração

Não gritamos os segredos
Que juramos esconder
Você mostrando minhas misérias
Eu as suas pra quebrar

E no meio daquele incêndio
Já não sabia por quê
Se lutava por orgulho
Por não te perder outra vez

E amanhã no silêncio
Vou me ver desfigurado
Com seu nome entalado e o orgulho esfaqueado

E entendi
Que essa guerra filha da puta
Perdemos os dois
Mas o ar
Entre nós
Nunca se consertou

Os amigos perguntavam
Sem saber o que responder

Quando dois que eram um começam a se destruir
Cruzei de novo as ruas que nos viram crescer mal
E o chão me dizia
Que não dá pra esquecer

Agora quando
Me lembro
Não consigo nem odiar
Só um peso no peito
Que não sabe terminar
Passei de novo
Pelos lugares
Onde tudo
Começou a arder

E cada passo
Era um soco
Que não parava
De doer

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez