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Preocupação

LOCURA POÉTICA

Preocupao

Yo, con mi calma de perro cansao'
Me río del ruido, del odio prestao'
Que digan lo que quieran, no me van romper
Ya me parti mil veces pa aprender

No me hacen sangrar tus piedras
Palabras huecas buscando herida
No saben que hay golpes que enseñan y voces que mueren antes de sonar

Me sobra el valor que nunca entendieron
Me falta el silencio que nadie soporta
Que no me importa si ladra la envidia
Ni si su sombra me llama enemigo

Ya me cansé de tanta fachada
De tanto listo sin piel ni vergüenza
A mi no me tocan no llegan tan lejos
No saben por dónde sangra mi fuerza

Hay verdades que duelen
Mentiras que ciegan
Y bocas que hablan sin saber una mierda
He roto mil leyes mil veces al día
Y aún sigo tan terco tan vivo tan cabrón

Con el alma curtida de golpes antiguos
Hay quien presume de no temblar nunca
Pero se esconde detrás de su sombra
Aprendí a dudar con la cara en alto a no callar verdades que el miedo nombra

Que piensen, que digan, que hablen, que hablen, total no saben ni de que
Me la trae floja su mundo
Porque a mí no me doma
Ni tú ni nadie
Menos el miedo vestido de amigo
Hay quien presume de tener razón
Yo prefiero quedarme callao' y tranquilo

Que no me enseñen lo que ya aprendí

Que hay gente que ladra pa' llenar el vacío
He visto valientes rajarse por dentro y cobardes ganarse el respeto a base de tiempo

Así que no me nombren
Ni prueben suerte
Que no te da pa' tanto el aire
Yo ya he visto caer gigantes
Y seguir de pie sin que me toques ni tú ni nadie

No tengo tiempo pa' bocas vacías
He vivido lo justo pa' saber
Que el silencio pesa más que el grito
Hay quien se cree fuerte por hablar más alto
Yo aprendí que el valor no se finge
Se demuestra cuando nadie te nombra

Que me llamen raro
O cabrón si quieren
Ya pasé por peores juicios
No me tiembla el alma por cuatro palabras
He caído sin drama
Me he roto sin ruido
Y he vuelto a andar sin pedir permiso

No necesito su puta verdad
Ya tengo la mía
Y con eso respiro
Así que griten, que inventen, que duden
Yo seguiré donde siempre de pie
Porque pa' tocarme hace falta coraje
Y de eso, no va sobrao'
Nadie

Ay qué dramático
Estos comentarios me matan
Seguro que me quitan el sueño
Mis demonios tiemblan de celos
Ante tanto sabio de mierda
Yo aquí preocupao'

Preocupação

Eu, com minha calma de cachorro cansado
Rindo do barulho, do ódio emprestado
Que digam o que quiserem, não vão me quebrar
Já me parti mil vezes pra aprender

Não me fazem sangrar suas pedras
Palavras vazias buscando ferida
Não sabem que há golpes que ensinam e vozes que morrem antes de soar

Me sobra a coragem que nunca entenderam
Me falta o silêncio que ninguém suporta
Que não me importa se a inveja late
Nem se sua sombra me chama de inimigo

Já cansei de tanta fachada
De tanto esperto sem pele nem vergonha
A mim não me tocam, não chegam tão longe
Não sabem por onde sangra minha força

Há verdades que doem
Mentiras que cegam
E bocas que falam sem saber de nada
Quebrei mil leis mil vezes ao dia
E ainda sigo tão teimoso, tão vivo, tão cabrão

Com a alma curtida de golpes antigos
Tem quem se acha que nunca treme
Mas se esconde atrás de sua sombra
Aprendi a duvidar com a cara erguida, a não calar verdades que o medo nomeia

Que pensem, que digam, que falem, que falem, no fim não sabem nem do que
Me é indiferente seu mundo
Porque a mim não me doma
Nem você nem ninguém
Menos o medo vestido de amigo
Tem quem se acha que tem razão
Eu prefiro ficar calado e tranquilo

Que não me ensinem o que já aprendi

Que há gente que ladra pra preencher o vazio
Já vi valentes se rasgarem por dentro e covardes ganharem respeito a base de tempo

Então não me nomeiem
Nem tentem a sorte
Que o ar não dá pra tanto
Eu já vi gigantes caírem
E continuarem de pé sem que me toquem nem você nem ninguém

Não tenho tempo pra bocas vazias
Vivi o suficiente pra saber
Que o silêncio pesa mais que o grito
Tem quem se acha forte por falar mais alto
Eu aprendi que a coragem não se finge
Se demonstra quando ninguém te nomeia

Que me chamem de estranho
Ou cabrão se quiserem
Já passei por piores julgamentos
Não me treme a alma por quatro palavras
Caí sem drama
Me quebrei sem barulho
E voltei a andar sem pedir permissão

Não preciso da sua puta verdade
Já tenho a minha
E com isso respiro
Então gritem, que inventem, que duvidem
Eu continuarei onde sempre, de pé
Porque pra me tocar é preciso coragem
E disso, não tem sobrando
Ninguém

Ai que dramático
Esses comentários me matam
Com certeza me tiram o sono
Meus demônios tremem de ciúmes
Diante de tanto sábio de merda
Eu aqui preocupado

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez