QUE ME LLEVE A MÍ
Que me lleve a mí
Nadie daba una mierda por nosotros
Éramos dos sombras que aprendieron a ser una
Y aquí seguimos 44 años de pulso
Nadie apostaba nada por nosotros
Éramos dos desconocidos abrazando la tormenta
Y aquí seguimos contra reloj, contra el mundo
Tú con tu calma, yo con mi rabia lenta
Me miras y me salvas de mi propio ruido
Me sostienes cuando quiero mandar todo al carajo
No sé que coño viste en mí
Pero me aferro a eso, como mi último trabajo
A veces no entiendo porqué sigues a mi lado
Si mis pasos tropiezan con dudas y con ruido
Tú me tomas la mano como quién guarda un legado
Y el mundo se calma cuando escucho tú latido
Tú guardas palabras que sanan las cosas pequeñas
Me enseñaste a ser valiente en la calma del día
Yo te regalo versos, tú me das la certeza
Y así vamos tirando de esta vida compartida
No hay lección, ni historia que me enseñe a estar sin ti
Que es lo que más me aterra
Cuando llegue el día que uno de los dos tenga que partir
Joder que sea yo, no quiero verte ir
Yo soy herrero del dolor y del aguante
Pero me quiebro si imagino tu ausencia
No hay maestro en el dolor que aguante
La condena de perder los ojos donde aún se me queda la fuerza
Tus palabras siempre saben donde poner las grietas
Me enseñas que hasta en la derrota hay victoria secreta
Yo me hago fuerte fingiendo que no duele
Pero si te vas amor
Todo se me muere
Yo no soy santo ni héroe de nada
Pero contigo he aprendido lo poco que importa
El resto soy maestro del dolor pero de ti nunca aprendería a irme
Y si algún Dios cabrón me obliga
Cierro los ojos que sea yo
¡Ostia, que sea yo!
QUE ME LEVE
Que me leve
Ninguém dava a mínima pra gente
Éramos duas sombras que aprenderam a ser uma só
E aqui estamos, 44 anos de resistência
Ninguém apostava nada na gente
Éramos dois desconhecidos enfrentando a tempestade
E aqui seguimos contra o tempo, contra o mundo
Você com sua calma, eu com minha raiva contida
Você me olha e me salva do meu próprio barulho
Você me segura quando quero mandar tudo pro inferno
Não sei que porra você viu em mim
Mas me agarro a isso, como se fosse meu último emprego
Às vezes não entendo por que você continua ao meu lado
Se meus passos tropeçam em dúvidas e em barulho
Você me pega pela mão como quem guarda um legado
E o mundo se acalma quando escuto seu coração bater
Você guarda palavras que curam as pequenas coisas
Me ensinou a ser valente na tranquilidade do dia
Eu te dou versos, você me dá a certeza
E assim vamos levando essa vida compartilhada
Não há lição, nem história que me ensine a ficar sem você
Que é o que mais me apavora
Quando chegar o dia em que um de nós tiver que partir
Porra, que seja eu, não quero te ver ir
Eu sou ferreiro da dor e da resistência
Mas me quebro se imagino sua ausência
Não há mestre na dor que aguente
A condenação de perder os olhos onde ainda encontro força
Suas palavras sempre sabem onde colocar as fissuras
Você me ensina que até na derrota há uma vitória secreta
Eu me faço forte fingindo que não dói
Mas se você for, amor
Tudo morre pra mim
Eu não sou santo nem herói de nada
Mas com você aprendi o pouco que importa
O resto sou mestre da dor, mas de você nunca aprenderia a ir embora
E se algum Deus filho da puta me obrigar
Fecho os olhos, que seja eu
Porra, que seja eu!