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Restos de Nada

LOCURA POÉTICA

Letra

Restos de Nada

Restos de Nada

Você envelhece e avança na partidaTe haces viejo y avanzas en la partida
Dessa merda de vidaDe esta puta mierda de vida
Que não explica as regrasQue no explica las normas
Pode ser mais sábioPuede que más sabio
Ou mais idiota que sempreO más idiota que siempre
Isso quem decide é a almaEso lo decide el alma
Quando hesitaCuando duda

A cada dia eu ganho mais experiênciaCada puto día cojo más experiencia
Embora a consciência eu tenha perdidoAunque la conciencia la tengo perdida
Troquei por algumas madrugadasLa cambie por un par de madrugadas
Onde tudo parecia fazer sentidoDonde todo parecía tener sentido

Às vezes acho que estou acordandoA veces creo que voy despertando
Outras que só mudo de sonhoOtras que solo cambio de sueño
Construí verdades com restos de nadaMe construyó verdades con restos de nada
Me faço perguntas que não quero responderMe hago preguntas que no quiero responder
E respostas que não pretendo cumprirY respuestas que no pienso cumplir

Maldita essa mania de merdaMaldita sea esta costumbre de mierda
De me prometer calma com voz de incêndioDe prometerme calma con voz de incendio
De me fazer de forte quando estou cansadoDe hacerme el fuerte cuando estoy cansado
E de corajoso justo quando tenho medoY el valiente justo cuando tengo miedo

Oh, oh, ohOh, oh, oh
Oh, oh, ohOh, oh, oh

Nem tudo é ruína, nem tudo é derrotaNo todo es ruina, no todo es derrota
Também há momentos que salvam a noiteTambién hay instantes que salvan la noche
Pequenas certezas que não fazem promessasPequeñas certezas que no hacen promesas
Mas ficam quando tudo se escondePero se quedan cuando todo se esconde

Aprendo a viver com o que não entendoAprendo a vivir con lo que no entiendo
E a não pedir mais sentido ao tempoY a no pedirle más sentido al tiempo
Crescer não é sempre avançarCrecer no es siempre avanzar
Só muda a forma de fugirSolo cambias de forma de huir

Não sou melhor que antesNo soy mejor que antes
Só entendo um pouco mais meus limitesSolo entiendo un poco más mis limites
Sei onde aperta o medoSe donde aprieta el miedo
E onde minto pra poder dormirY donde miento para poder dormir

Há uma voz que insiste quando tudo calaHay una voz que insiste cuando todo calla
Não grita, não acusaNo grita, no acusa
Só pergunta se de verdadeSolo pregunta si de verdad
Isso era o que eu queria serEsto era lo que quería ser

Oh, oh, ohOh, oh, oh
Oh, oh, ohOh, oh, oh

Às vezes a escutoA veces la escucho
Outras deixo esperandoOtras la dejo esperando
Porque assumir a responsabilidade pesa maisPorque hacerse cargo pesa más
Do que continuar fingindo que tá tudo bemQue seguir fingiendo que todo va bien

Não vim pra me salvarNo vine a salvarme
Nem pra dar liçõesNi a dar lecciones
Só pra não me trairSolo a no traicionarme
Todos os diasTodos los días
Pra reconhecer minha sombra sem desistirA reconocer mi sombre sin rendirme
E meus erros sem orgulhoY mis errores sin orgullo

Se algo aprendiSi algo he aprendido
É que viver não é ganharQue vivir no va de ganar
É não se perder por completoVa de no perderte del todo
Enquanto atravessa o barulhoMientras atraviesas el ruido

E sigo com dúvidas mais honestas que antesY sigo con dudas más honestas que antes
Com menos respostasCon menos respuestas
Mas com a consciência acordadaPero con la conciencia despierta
Embora às vezes doaAunque a veces duela

Oh, oh, ohOh, oh, oh
Oh, oh, ohOh, oh, oh

Embora às vezes doaAunque a veces duela
¡Doe!¡Duela!

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez. Essa informação está errada? Nos avise.

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