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Exibições da letra 8

Seis de La Mañana

LOCURA POÉTICA

Letra

Seis da Manhã

Seis de La Mañana

Seis da manhãLas seis de la mañana
E eu me cago todo ao acordarY me cago en to al despertar
Me levanto antes do Sol nascerMe levanto antes de que salga el Sol
A rotina morde e nunca descansaLa rutina muerde y nunca descansa
Acordo quebradoMe despierto reventado
Como um cachorro atropeladoComo un perro atropellado
Me coço, sei que o dia vai ser fodaMe rasco los huevos, sé que el día viene cabrón
Com os mesmos amigos malucosCon los mismos colegas tarados

Quero cinco minutos sem essa pressãoQuiero cinco minutos sin esta presión
Outro dia merda, vamos fazer mais barulhoOtro puto día hagamos más ruido
Pra comprovar que tô vivoPa comprobar que estoy vivo
Ou sigo mortoO sigo muerto

Odeio essa vida de merdaOdio esta puta vida
Trabalhar, dormir, recomeçarCurrar, dormir, volver a empezar
Olho pro teto, quero explodirMiro el techo, quiero explotar
Mas primeiro vou me cagarPero primero me voy a cagar

Outro dia de merda, outro trampo infernalOtro día de mierda otro curro infernal
Outro baseado enrolado pra aguentarOtro porro liado para poder aguantar
Enrolo um baseado com a calma de quem não tem saídaLío un porro con la calma del que no tiene salida
Como quem acende uma velaComo quien enciende una vela
Dentro de uma casa em ruínasDentro de una casa en ruinas
Coloco fogo devagarLe pego fuego despacio
Entra fumaça pelas minhas fendasEntra humo por mis grietas
E por um momento parece que a vidaY por un momento parece que la vida
Pesa menos quando apertaPesa menos Cuando aprieta

Enquanto isso sigo pensandoMientras seguiré pensando
Que talvez amanhã algo mudeQue quizá mañana cambien algo
Enquanto deixo meus pulmõesMientras me dejo los pulmones
Perseguindo nuvens verdes no quartoPersiguiendo nubes verdes en el cuarto

Olho a fumaçaMiro el humo
Subindo devagar pro tetoSubiendo lento hacia el techo
Igual aos anos que passamIgual que suben los años
E a vontade que diminuiY bajan las ganas
Que carrego dentroQue llevo dentro
Como um bêbado sem lembrançasComo un borracho sin recuerdos
Debruçado com os olhos abertosDebajo de los párpados abiertos

E eu olhando o tempoY yo mirando el tiempo
O maldito tempoEl puto tiempo
Como quem olha um precipícioComo quien mira un precipicio
Vendo meu reflexo dançarViendo bailar mi reflejo
Drogado, perdido em si mesmoDrogado, perdido en sí mismo
Então coloco um discoEntonces pongo un disco
Que arranha mais do que curaQue araña más de lo que cura
E deixo a guitarra costurar um pouco as minhas feridasY dejo que la guitarra me cosa un poco las costuras

Porque tem noites em que a gente só quer desaparecerPorque hay noches en las que uno solo quiere desaparecer
Se fundir com a fumaçaFundirse con el humo
E não ter que voltarY no tener que volver

Lá fora, chove devagarAllá afuera, llueve lento
Como se o céu cuspisseComo si el cielo escupiera
Tudo que a gente engoleTodo lo que nos callamos
Enquanto eu vou arrastandoMientras yo voy arrastrando
Esse coração feito de barroEste corazón hecho barro

Às vezes me olho no espelhoA veces me miro al espejo
E não sei quem porra observaY no sé quién coño observa
Se é o garoto que queria conquistar o mundoSi el chaval que quería comerse el mundo
Ou esse fantasma feito de névoaO este fantasma hecho niebla

E amanhã o despertador vai voltarY mañana volverá el despertador
Pra me dar outro tiroA pegarme otro disparo
Seis da manhãLas seis de la mañana
E a alma pendurada em um pregoY el alma colgando de un clavo
Mas essa noite não vou dormirPero esta noche no pienso dormirme
Vou fumar o barulho devagarVoy a fumarme el ruido despacio
Até ficar vazioHasta quedarme vacío
Ou me despedaçarO romperme en mil pedazos

A noite me mordeLa noche me muerde
Enquanto a aurora se perdeMientras el alba se pierde
A fumaça dançando deixando cinzasEl humo bailando dejando ceniza
Por onde passa minha vida de merdaPor donde pasa mi puta vida

Tô de ressaca na almaTengo resaca en el alma
E o coração dormindoY el corazón durmiendo
O tempo morde devagarEl tiempo muerde lento
Como ratos por dentroComo ratas por dentro
E quando o Sol nascer eu vou voltarY cuando salga el Sol volveré
A fechar as cortinasA cerrar las cortinas
Pra não ver a manhãPa' que no vea la mañana
As ruínas que minha vida deixaLas ruinas que deja mi vida

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez. Essa informação está errada? Nos avise.

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