Soy la oveja verde
Sabes que sigo llegando tarde
A todos los sitios donde no estás
Que me pierdo entre calles sucias
Como si en el fondo
Fueras a aparecer detrás
Soy la oveja verde
Por encima de la negra
Las noches me quedan grandes
Me las bebo a tragos lentos
Como si en el fondo del vaso
Pudiera ahogar el recuerdo
Y no, no aprendí nada
Solo a fingir que me da igual
¿Qué coño hago todavía
Hablando de tu ausencia
Si tú ya debes reírte
De mí inútil decadencia?
Soy la oveja verde
Que nadie entiende
La que tropieza en sus propios pasos
La que no encaja
La que molesta
La que se rompe de un solo porrazo
Soy el ruido que sobra
En tu silencio perfecto
Un poema mal parido
Lleno de defectos
Tropiezo
Me levanto y me vuelvo a caer
Me sobran las ganas
Y me falta la fuerza
Me sobran los dedos
Para contar mis amigos
Y me falta la garganta
Para escupir el castigo
Soy la mala hierba
Que no muere ni a palos
El que prefiere el infierno
Ni ley, ni orden, ni puta vergüenza
Solo este hambre de mí
Que me muerde la conciencia
Soy el que escupe al cielo
Y le cae la tormenta
El que no suma el que resta
El que nunca se cuenta
Soy la oveja verde en tu rebaño
La mala hierba
Que no entiende de leyes
Con el arma rota y sin un duro
Soy el grito de conciencia en el muro
Soy la oveja verde
Que no sigue el camino
El que escupe a la cara
De su propio destino
Que me quemen las ganas
Que se pare la cuenta
Que este grito de guerra
Es lo único que cuenta
Soy la oveja verde
La que no tiene cura
La que se quema viva
En su propia locura
En su propia locura
Locura
En su propia locura
Poética
Soy la oveja verde
La que no tiene cura
La que se quema viva
En su propia locura
En su propia locura
Poética
Soy la oveja verde
La que no tiene cura
La que se quema viva
Es su propia locura
En su propia locura
Locura
En su propia locura
Poética
Soy la oveja verde
Soy la oveja verde
Sabes que sigo
Llegando tarde
Soy la oveja verde
Soy la oveja verde
Soy la oveja verde
Soy la oveja verde
En su propia locura
Sou a ovelha verde
Você sabe que continuo chegando atrasado
A todos os lugares onde você não está
Que me perco entre ruas sujas
Como se no fundo
Fosse aparecer por trás
Sou a ovelha verde
Acima da negra
As noites são grandes demais pra mim
Eu as bebo em goles lentos
Como se no fundo do copo
Eu pudesse afogar a lembrança
E não, não aprendi nada
Só a fingir que não me importa
O que diabos eu ainda estou fazendo
Falando da sua ausência
Se você já deve estar rindo
Da minha decadência inútil?
Sou a ovelha verde
Que ninguém entende
A que tropeça em seus próprios passos
A que não se encaixa
A que incomoda
A que se quebra com um só golpe
Sou o ruído que sobra
No seu silêncio perfeito
Um poema mal parido
Cheio de defeitos
Tropeço
Me levanto e caio de novo
Me sobram as vontades
E me falta a força
Me sobram os dedos
Pra contar meus amigos
E me falta a garganta
Pra cuspir o castigo
Sou a erva daninha
Que não morre nem a pau
A que prefere o inferno
Nem lei, nem ordem, nem puta vergonha
Só essa fome de mim
Que me morde a consciência
Sou quem cospe pro céu
E vem a tempestade
Quem não soma, quem subtrai
Quem nunca é contado
Sou a ovelha verde no seu rebanho
A erva daninha
Que não entende de leis
Com a arma quebrada e sem um centavo
Sou o grito de consciência na parede
Sou a ovelha verde
Que não segue o caminho
Quem cospe na cara
Do seu próprio destino
Que queimem as vontades
Que pare a contagem
Que esse grito de guerra
É o único que importa
Sou a ovelha verde
A que não tem cura
A que se queima viva
Na sua própria loucura
Na sua própria loucura
Loucura
Na sua própria loucura
Poética
Sou a ovelha verde
A que não tem cura
A que se queima viva
Na sua própria loucura
Na sua própria loucura
Poética
Sou a ovelha verde
A que não tem cura
A que se queima viva
É sua própria loucura
Na sua própria loucura
Loucura
Na sua própria loucura
Poética
Sou a ovelha verde
Sou a ovelha verde
Você sabe que continuo
Chegando atrasado
Sou a ovelha verde
Sou a ovelha verde
Sou a ovelha verde
Sou a ovelha verde
Na sua própria loucura
Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez