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Você Está Envelhecendo

LOCURA POÉTICA

Te Haces Viejo

Cumplo inviernos como quien suma deuda
Ya no me venden promesas en saldo
He visto trucos detrás del telón
Y ya no aplaudo por puro cansancio

Antes corría detrás de cualquier ruido
Hoy dejo pasar el tren si no me llama
Sé distinguir la tormenta en el aire
Mucho antes de que se rompa la calma

A veces me miro y me suelto la risa
Me digo a mí mismo te haces viejo cabrón
Ya no te compras, peleas por nada
Ya sabes de sobra como acaba el guion
No me persiguen las voces de nadie
Ni me gobierna el ruido de fondo
He aprendido a cerrar ciertas puertas
Sin deberle nada al mundo

Me muevo despacio, pero voy derecho
No me confunde en promesas brillantes
Prefiero firmeza dentro del pecho
A la carrera que quema la vida

He perdido batallas que ya no me importan
He ganado horas que valen sus pesos
Sé cuándo callar, cuándo girar la cara
Cuando no gastar ni un gramo de aliento

A veces me miro y me suelto la risa
Me digo a mí mismo te haces viejo cabrón
Ya no te compras, peleas por nada
Ya sabes de sobra como acaba el guion
No voy vendiendo lecciones a nadie
Bastante tengo con no tropezar
Ya no me meto en líos de siempre
Sé cuándo frenar, sé cuándo tirar

No todo duele como dolía antes
No todo merece discusión
Hay cosas que mueren si no las nombras
Y hay otras que pesa, aunque digas que no

Oh, oh, oh
Oh, oh, oh

Você Está Envelhecendo

Completo invernos como quem acumula dívida
Já não me vendem promessas em promoção
Vi truques atrás do pano
E já não aplaudo por puro cansaço

Antes corria atrás de qualquer barulho
Hoje deixo passar o trem se não me chama
Sei distinguir a tempestade no ar
Muito antes de a calma se romper

Às vezes me olho e dou risada
Me digo: você está envelhecendo, seu idiota
Já não se compra, briga por nada
Já sabe de sobra como termina o roteiro
Não sou perseguido pelas vozes de ninguém
Nem o barulho de fundo me governa
Aprendi a fechar certas portas
Sem dever nada ao mundo

Me movo devagar, mas vou firme
Não me confundo com promessas brilhantes
Prefiro a firmeza dentro do peito
À corrida que queima a vida

Perdi batalhas que já não me importam
Ganhei horas que valem seu peso
Sei quando calar, quando virar a cara
Quando não gastar nem um grama de fôlego

Às vezes me olho e dou risada
Me digo: você está envelhecendo, seu idiota
Já não se compra, briga por nada
Já sabe de sobra como termina o roteiro
Não vou vendendo lições a ninguém
Já tenho bastante com não tropeçar
Já não me meto em encrenca de sempre
Sei quando parar, sei quando jogar fora

Nem tudo dói como doía antes
Nem tudo merece discussão
Há coisas que morrem se não as nomear
E há outras que pesam, mesmo que diga que não

Oh, oh, oh
Oh, oh, oh

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez