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Você Morde a Língua

LOCURA POÉTICA

Te Muerdes La Lengua

Te muerdes la lengua
O dices lo que arde
Bajas la cabeza
O aprietas los dientes
Te empujan la vida
O marcas el rumbo

Yo no nací dócil
Yo rompo el nudo
Hay que golpear la calle
Con pulso firme
Con corazón blando y carácter indomable
El reloj no espera
El tiempo no avisa
Si no tomas mando
Otro te pisa

Sigues el guion
O escribes la escena
Obedeces órdenes o sigues tu idea
Tengo un juramento grabado en la piel
Ser fiel a lo mío, caiga quien caiga después

No bajo la voz
No firmo mentiras
No vendo mi alma
Por falsas salidas
Si no me convence no digo que si
Yo no me lo trago
Lo escupo de aquí

Yo no creo cuentos
Pintados de mierda
Si vienen de frente
Respondo a mi modo

Defiendo a los míos sin pedir perdón
Con uñas con fuego, con corazón
No me escondo nunca
Camino de cara
Al falso lo miro al listo lo paro
Si juegas sucio no habrá compasión
La traición se paga
Sin negociación
Voy a mi ritmo
Sin dar explicaciones
No gasto saliva
En mil opiniones
Aprendo del golpe, me adapto al error
Si caigo me levanto con más convicción

No soy de rendirme
Tampoco de llorar
Si pierdo la guerra
Se cuando marchar

Sigo mi senda
Sin ruido ni alardes
Lo mío es lo mío
Que el mundo se aparte

No digieras veneno
Escúpelo fuera
Que no te manejen con miedo o condena
No tragues basura
No bajes la frente
La vida es ahora, la vida es urgente

No tragues, suelta
No tragues, revienta
Óyelo bien, no tragues, suelta
No tragues revienta

Si huelo a mentira
Corrupción o miseria
A bocas podridas
Vestidas de feria

No me lo guardo
No miro al costado
Yo escupo de frente
Lo que está podrido y callado

Si quieres consejo
Escúchalo claro
No vivas de rodillas
No firmes lo falso
Porque lo tengo claro
Desde el primer día
Ni me callo, ni cedo ni vendo mi vida

Tengo un pacto conmigo
Firme y sagrado
Pase lo que pase
Aprieta los dientes
O dices lo que piensas
Te quedas quieto
O rompes la inercia
Sigues la fila
O cambias la dirección

Yo nací para elegir
No para pedir perdón

No soy de rendirme
Ni de suplicar
Se cuando insistir
Y cuando soltar

Sigo mi camino
Sin ruido ni alarde
Lo mío es lo mío
Que el mundo se aparte

Vive sin miedo
Decide despierto
Que no te arrastren ni elijan por dentro

Si buscas consejo
Escucha bien esto
Tu vida es tuya
No firmes el resto

Você Morde a Língua

Você morde a língua
Ou diz o que queima
Baixa a cabeça
Ou aperta os dentes
Te empurram na vida
Ou você marca o rumo

Eu não nasci manso
Eu rompo o nó
Tem que bater na rua
Com pulso firme
Com coração mole e caráter indomável
O relógio não espera
O tempo não avisa
Se você não toma as rédeas
Outro te pisa

Você segue o script
Ou escreve a cena
Obedece ordens ou segue sua ideia
Tenho um juramento gravado na pele
Ser fiel ao que é meu, caia quem cair depois

Não abaixo a voz
Não assino mentiras
Não vendo minha alma
Por falsas saídas
Se não me convence, não digo que sim
Eu não engulo
Eu cuspo daqui

Eu não acredito em contos
Pintados de merda
Se vêm de frente
Respondo do meu jeito

Defendo os meus sem pedir perdão
Com unhas e fogo, com coração
Nunca me escondo
Caminho de cara
Olho o falso nos olhos, o esperto eu paro
Se joga sujo, não haverá compaixão
A traição se paga
Sem negociação
Vou no meu ritmo
Sem dar explicações
Não gasto saliva
Em mil opiniões
Aprendo com a porrada, me adapto ao erro
Se caio, me levanto com mais convicção

Não sou de me render
Nem de chorar
Se perco a guerra
Sei quando marchar

Sigo meu caminho
Sem barulho nem alarde
O que é meu é meu
Que o mundo se afaste

Não engula veneno
Cuspa pra fora
Que não te manobrem com medo ou condena
Não engula lixo
Não baixe a cabeça
A vida é agora, a vida é urgente

Não engula, solta
Não engula, estoura
Escuta bem, não engula, solta
Não engula, estoura

Se eu sinto cheiro de mentira
Corrupção ou miséria
De bocas podres
Vestidas de feira

Não guardo pra mim
Não olho pro lado
Eu cuspo de frente
O que tá podre e calado

Se quer um conselho
Escuta bem claro
Não viva de joelhos
Não assine o falso
Porque eu tenho certeza
Desde o primeiro dia
Nem me calo, nem cedo, nem vendo minha vida

Tenho um pacto comigo
Firme e sagrado
Aconteça o que acontecer
Aperta os dentes
Ou diz o que pensa
Fica parado
Ou rompe a inércia
Segue a fila
Ou muda a direção

Eu nasci pra escolher
Não pra pedir perdão

Não sou de me render
Nem de implorar
Sei quando insistir
E quando soltar

Sigo meu caminho
Sem barulho nem alarde
O que é meu é meu
Que o mundo se afaste

Viva sem medo
Decida acordado
Que não te arrastem nem escolham por dentro

Se busca um conselho
Escuta bem isso
Sua vida é sua
Não assine o resto

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez