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Um Jogo Sujo

LOCURA POÉTICA

Un Juego Sucio

Sali a la calle
Con el alma en carne viva
Mordiendo el polvo de una vida fugitiva
No me hables de miedo
Ya lo conocí
Lo llevo tatuado
Desde que caí
Venid a por mí sin dar la vuelta
Que estoy ardiendo y no sé parar
Si esto es el infierno abro la puerta
Y os invito a todos a entrar

Aprieto dientes que nadie me frene
Llevo tormentas que nadie detiene
Si viene fuerte yo voy mucho más
No doy un paso que sea hacia atrás
Voy por el filo de lo que está mal
Riendo en la cara de lo habitual
No busco calma, me sobra tensión
Tengo gasolina dentro del corazón

Si aprieto fuerte
Aprieto el doble
Reviento el aire con cada zancada
No debo nada
No quiero nada

Cuando todo parezca caer
Me encontrarás listo para volver
Con la mirada clavada en el final
Riendo más fuerte cuanto peor va

¡Ah! ¡Oh! ¡Ah!

Si queda algo cuando todo se va
Que si hay valor de no arrodillar
De abrir los ojos
De no obedecer
Aunque te llamen loco por ver

Mira a tu alrededor
Que ves en verdad
Caras vacías mirando hacia atrás
Yo no nací para ser uno más
Si tienes sangre hazla correr
Que no te enseñen a retroceder
Abra los ojos, empieza a elegir
O acabarás viviendo sin vivir
No quiero un mundo que me haga dormir
Prefiero heridas que me hagan sentir
Que estar vacío cumpliendo un papel
Que otro escribió para verme caer

¡Oh! ¡Oh! ¡Ah!

Um Jogo Sujo

Saí pra rua
Com a alma exposta
Mordendo a poeira de uma vida apressada
Não me fale de medo
Já conheci
Carrego tatuado
Desde que caí
Venham me pegar sem dar a volta
Que estou pegando fogo e não sei parar
Se isso é o inferno, abro a porta
E convido todos a entrar

Mordo os dentes, que ninguém me segure
Carrego tempestades que ninguém detém
Se vem forte, eu vou muito mais
Não dou um passo pra trás
Vou na beirada do que é errado
Rindo na cara do que é normal
Não busco calma, me sobra tensão
Tenho gasolina dentro do coração

Se eu apertar forte
Aperto o dobro
Estouro o ar com cada passo
Não devo nada
Não quero nada

Quando tudo parecer desabar
Me encontrará pronto pra voltar
Com o olhar fixo no final
Rindo mais alto quanto pior vai

Ah! Oh! Ah!

Se sobrar algo quando tudo se vai
Que se há coragem de não se ajoelhar
De abrir os olhos
De não obedecer
Mesmo que te chamem de louco por ver

Olhe ao seu redor
O que você vê de verdade
Caras vazias olhando pra trás
Eu não nasci pra ser mais um
Se tem sangue, faça-o correr
Que não te ensinem a retroceder
Abra os olhos, comece a escolher
Ou acabará vivendo sem viver
Não quero um mundo que me faça dormir
Prefiro feridas que me façam sentir
Do que estar vazio cumprindo um papel
Que outro escreveu pra me ver cair

Oh! Oh! Ah!

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez