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Veneno

LOCURA POÉTICA

Veneno

¿Me oyes?
No queda, nada mi
Solo un maldito eco de lo que fui
Ooh, ooh, ooh

¡Cállate joder, no me hables más!
Que tu voz me parte la piel
Y no sé si quiero matarte o abrazarte
Otra vez

Te vi venir por la esquina
Como un fantasma de humo y heridas
Tenías la sonrisa torcida
Esa que jode y la vez da vida

Me diste besos como cuchillas
Me prometiste calma y mentiras
¡Hija de puta! Te grite en silencio
Y me quedé, temblando por dentro
Ooh, ooh, ooh

Porque eres mi cruz y mi condena
El veneno que me quema en la venas
Me arrancas la piel, me dejas vacío
Pero no se vivir sin tu maldito rocío

He peleado con tus sombras en mi cuarto
Como un perro callejero tirado en el asfalto
Tus susurros son cadenas
Y tú ausencia es más condena

Te odio tanto como te necesito
Y me pierdo, en tu abismo maldito
Vuelve cabrón, que me perteneces
Me susurras suave y yo desaparezco

Ooh, ooh
¡Maldita sea!

Me escupes la vida
Me dejas en ruinas y vuelvo a ti como un gilipollas
Una y otra vez

Te quise como un loco sin cura
Te odio con el alma desnuda
Eres la cárcel donde me pierdo
El amor podrido en el que muerdo

¡Y no te quiero más!
Pero no se escapar

Hay noches que me sangran los ojos
Porque tus recuerdos son clavos rojos
Me arrastras al barro, al vacío
Me rompes y luego me dices eres mío

Joder, que puta manía de buscarte
Aunque sé que cada beso es quemarme
Me arañas el alma, me arrancas la fe
Y aún así, te busco otra vez

No sé si matarte en mi memoria
O escribir tu nombre en mi historia
Pero ya estoy cansado de tus cadenas
Y de que mi vida sea siempre condena

Ooh, ooh, ooh
¡Quédate!, te grito con rabia
Vete, te susurro con lágrimas
Me rompes cabrona
Me escupes la cara
Pero aún aquí estoy mendigando tus balas

Hoy me miro al espejo y no me reconozco
Tus cicatrices me dejaron rota
Cada suspiro huele a derrota
Cada silencio me corta la boca

No eres amor, eres maldita rutina
Eres un puñal disfrazado de caricia
Y aunque me partas, aunque me destroces
Sé que mi sombra siempre te conoce

Te quise como un loco sin cura
Te odio con el alma desnuda
Eres la cárcel donde me pierdo
El amor podrido en el que muerdo
¡Ah!

¡Y no te quiero más!
¡No sé escapar!
¡No sé escapar!

¿Me oyes?
Te recuerdo, como si fueras fuego
La primera vez que te vi
Tú olías a peligro a veneno
Y aún así me lancé de cabeza

Me sonreiste como una bala
Como esas cosas que matan sin ruido
Yo solo quería sentir algo
Y tú, tú sabías como joderme

Me abrazaste con un beso podrido
Pero aquel beso me supo a vida
Me dijiste, tranquilo, yo te cuido
Y me rompiste en mil partes a escondidas

Yo era un crío buscando respuestas
Y tú eras la mentira perfecta
Con tu caricia ardiendo en mi piel
Me hiciste creer que eras mujer

Pero eras el diablo disfrazado
Con la voz dulce y el alma de barro
Y caí, si caí
Como un gilipollas
Por cada palabra rota que me dabas

Pasaron días, pasaron noches
Me hundí en tus besos como un derroche
Cada vez, me pedías más
Y yo te daba hasta lo que no tenía

Vuelve cobarde, que soy tu vida, me gritabas con esa sonrisa podrida
Y yo, como un perro atado a tu voz, te seguía aunque me partieras en dos

Maldita seas cabrona
Me robaste el alma
Me llenaste de sombras
Y aún así te amo y te odio

Ooh, ooh, ooh
¡Grito de dolor!

Te quise como al fuego, quema
Te odio con cada maldita vena
Eres mi ruina, mi cárcel, mi guerra
La voz que grita y que me destierra

Pero no puedo dejarte
No sé cómo matarte
Eres la puta reina de mi infierno
Y yo te rezo aunque me muero

Me arrastraste por calles vacías
Me rompiste el alma en mil días
Eras promesa, eras condena
Eras, todo lo que quema

Joder, me perdiste en tu trampa
Me hiciste polvo y me dejaste sin alma
Hoy me miro y no soy nada
Solo un reflejo que sangra palabras

¿Y ahora qué?, maldita sombra
Vas a dejarme aquí tirado
Con los huesos cansados
Con la mirada perdida en tu memoria
¡Ooh, te odio, te odio!, maldita perra
Pero mírame, no se vivir sin tu guerra

Eres mi caricia y mi cuchillo
Mi puta reina de este castillo
Te dejo pero siempre vuelvo
Te mato pero siempre muero
Y tú, tú me miras con esa sonrisa
Como diciendo sabes que eres mío, aunque grites, aunque sangres

Y tú, tú me miras con esa sonrisa
Como diciendo sabes que eres mío, aunque grites, aunque sangres

Veneno

Você me ouve?
Não sobra nada em mim
Só um maldito eco do que eu fui
Ooh, ooh, ooh

Cala a boca, porra, não fala mais!
Sua voz me corta a pele
E não sei se quero te matar ou te abraçar
Mais uma vez

Te vi chegando pela esquina
Como um fantasma de fumaça e feridas
Você tinha um sorriso torto
Aquele que fode e ao mesmo tempo dá vida

Me deu beijos como lâminas
Me prometeu calma e mentiras
Filha da puta! Eu gritei em silêncio
E fiquei, tremendo por dentro
Ooh, ooh, ooh

Porque você é minha cruz e minha condenação
O veneno que queima minhas veias
Você arranca minha pele, me deixa vazio
Mas não sei viver sem seu maldito orvalho

Lutei com suas sombras no meu quarto
Como um cachorro de rua jogado no asfalto
Seus sussurros são correntes
E sua ausência é mais condenação

Te odeio tanto quanto te preciso
E me perco, no seu abismo maldito
Volta, desgraçada, que você me pertence
Você sussurra suave e eu desapareço

Ooh, ooh
Maldita seja!

Você me cospe a vida
Me deixa em ruínas e volto pra você como um idiota
Uma e outra vez

Te amei como um louco sem cura
Te odeio com a alma nua
Você é a prisão onde me perco
O amor podre no qual eu mordo

E não te quero mais!
Mas não sei escapar

Tem noites que meus olhos sangram
Porque suas lembranças são pregos vermelhos
Você me arrasta pro barro, pro vazio
Me quebra e depois me diz que sou seu

Porra, que mania de te buscar
Mesmo sabendo que cada beijo é me queimar
Você arranha minha alma, arranca minha fé
E mesmo assim, te busco de novo

Não sei se te mato na minha memória
Ou escrevo seu nome na minha história
Mas já estou cansado das suas correntes
E de que minha vida seja sempre condenação

Ooh, ooh, ooh
Fica!, eu grito com raiva
Vai embora, eu sussurro com lágrimas
Você me quebra, desgraçada
Me cospe na cara
Mas ainda estou aqui mendigando suas balas

Hoje me olho no espelho e não me reconheço
Suas cicatrizes me deixaram quebrado
Cada suspiro cheira a derrota
Cada silêncio me corta a boca

Você não é amor, é maldita rotina
É uma adaga disfarçada de carícia
E mesmo que me quebre, mesmo que me destrua
Sei que minha sombra sempre te conhece

Te amei como um louco sem cura
Te odeio com a alma nua
Você é a prisão onde me perco
O amor podre no qual eu mordo
Ah!

E não te quero mais!
Não sei escapar!
Não sei escapar!

Você me ouve?
Te lembro, como se você fosse fogo
A primeira vez que te vi
Você cheirava a perigo, a veneno
E mesmo assim, me joguei de cabeça

Você sorriu pra mim como uma bala
Como aquelas coisas que matam sem barulho
Eu só queria sentir algo
E você, você sabia como me foder

Me abraçou com um beijo podre
Mas aquele beijo soube a vida
Você me disse, fica tranquilo, eu cuido de você
E me quebrou em mil pedaços às escondidas

Eu era um garoto buscando respostas
E você era a mentira perfeita
Com sua carícia ardendo na minha pele
Me fez acreditar que era mulher

Mas você era o diabo disfarçado
Com a voz doce e a alma de barro
E eu caí, sim, eu caí
Como um idiota
Por cada palavra quebrada que você me dava

Passaram dias, passaram noites
Me afundei nos seus beijos como um desperdício
A cada vez, você pedia mais
E eu te dava até o que não tinha

Volta, covarde, que sou sua vida, você gritava com aquele sorriso podre
E eu, como um cachorro preso à sua voz, te seguia mesmo que você me partisse em dois

Maldita seja, desgraçada
Você roubou minha alma
Me encheu de sombras
E mesmo assim eu te amo e te odeio

Ooh, ooh, ooh
Grito de dor!

Te amei como ao fogo, queima
Te odeio com cada maldita veia
Você é minha ruína, minha prisão, minha guerra
A voz que grita e que me desterra

Mas não posso te deixar
Não sei como te matar
Você é a puta rainha do meu inferno
E eu te rezo mesmo morrendo

Me arrastou por ruas vazias
Me quebrou a alma em mil dias
Você era promessa, era condenação
Era tudo que queima

Porra, me perdeu na sua armadilha
Me fez pó e me deixou sem alma
Hoje me olho e não sou nada
Só um reflexo que sangra palavras

E agora o que?, maldita sombra
Vai me deixar aqui jogado
Com os ossos cansados
Com o olhar perdido na sua memória
Ooh, te odeio, te odeio!, maldita cadela
Mas olha pra mim, não sei viver sem sua guerra

Você é minha carícia e meu facão
Minha puta rainha deste castelo
Te deixo, mas sempre volto
Te mato, mas sempre morro
E você, você me olha com esse sorriso
Como se dissesse sabe que é minha, mesmo gritando, mesmo sangrando

E você, você me olha com esse sorriso
Como se dissesse sabe que é minha, mesmo gritando, mesmo sangrando

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez