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Vou Seguindo

LOCURA POÉTICA

Voy Tirando

Voy tirando sin pedir permiso
Ni explicaciones al día siguiente
No tengo plan, tengo insistencia
Y una costumbre fea de no encajar

No espero señales claras
Con una duda me apaño
Aprendí a leer el ambiente
Por como pesa el silencio

Cuando todo se vuelve consigna
Me entra una prisa rara por irme
No huyo, me muevo
Para no quedarme quieto por dentro
Hay algo dando vuelta ahí fuera
No se deja coger ni explicar
Sigo andando por si acaso
Me roza sin avisar

Voy buscando lo que no se decir
Mientras avanzo sin pedir permiso
No me llevo bien con lo correcto
Ni con las verdades en fila
Pido aire cuando aprieta el cerco
Agua cuando todo arde
Y tiempo para entender
Porque sigo aquí de pie

Salgo expuesto, sin disfraz
Para notar si aun respondo
No es locura, es método
Comprobar si sigo vivo

Mientras otros ordenan el ruido
Y se llaman progreso
Yo me distraigo pensando
En como escapar sin huir
Hace tanto que espero algo
Que ya no sé qué era
Se me cayó la conciencia colectiva
Y nadie vino a recogerla

Algo viaja en el aire
Va y vuelve sin quedarse
Yo sigo detrás, aunque no llegue nunca
Voy tirando con lo gusto
Y a veces ni eso

Me insulto en voz baja
Para no hacerlo a gritos
Me engancho a lo que calme
A lo que me quite el temblor un rato
A cualquier cosa que no pregunte
Que estoy haciendo con los días

No soy ejemplo de nada
Apenas un tipo insistiendo
En no volverse cómodo
Ni del todo correcto

Me jode la normalidad
Cuando se disfraza de éxito
Me jode aún más
Cuando empiezo a parecerme
No creo en discursos limpios
Pero si en la responsabilidad
De no mirar hacia otro lado
Cuando algo se pudre cerca

A veces me siento cómplice
Por cansancio
Por seguir andando
Cuando habría que gritar

Cuando te pienso
No me salvo
Me expongo
Me recuerdas que aun deseo
Aunque este lleno de mierda

No quiero absoluciones
Quiero entender
Porque seguimos aceptando
Lo que nos va cerrando

Sigo buscando algo
Aunque a ratos me odie por ello
Será conciencia
Será terquedad
Será no rendirme del todo

No espero que el mundo cambie
Pero yo no quiero convertirme
En alguien que ya no siente
Y mañana volveré a salir
Con lo mío, con lo malo
A ver si todavía soy capaz
De no callarme

Voy hablando solo y me contesto mal
Me llevo la contraria por costumbre
Hay días que la cabeza se me va
Y vuelve con barro en las manos
Me insulto bajito para no despertar
Al tipo decente que finjo ser
Luego me engancho a cualquier cosa
Que me haga olvidarla ahora

No estoy bien y lo sé
Pero tampoco quiero estarlo del todo
La cordura absoluta
Me parece sospechosa
Me canso de mi
Me pierdo apropósito
Me prometo cambios
Que rompo antes de empezar

Hay momento que pienso demasiado
Y otros en los que no pienso nada
En ambos casos
Acabo en el mismo sitio

Me jode el mundo
Pero más me jode acostumbrarme
Me doy cuenta tarde
De cuando estoy mirando hacia otro lado

Cuando apareces
Todo se desordena un poco más
No me salvas
Me recuerdas lo que deseo

Aunque este echo un desastre
Sigo buscando algo
Aun que no sepa que es
Quizás no sea una respuesta
Quizás solo sea no volverme dócil

Voy caminando por dentro
Como quien no sabe volver
Me observo desde algún sitio
Que no se explicar
A veces me hablo mal
Porque es el único idioma
Que me mantiene despierto

No es castigo es método
No me creo limpio
Ni fuerte, ni ejemplo
Solo alguien intentando
No volverse indiferente

Me pesa el mundo
Cuando se hace rutina

Vou Seguindo

Vou seguindo sem pedir permissão
Nem explicações no dia seguinte
Não tenho plano, tenho insistência
E um hábito feio de não me encaixar

Não espero sinais claros
Com uma dúvida me viro
Aprendi a ler o ambiente
Pelo peso do silêncio

Quando tudo vira regra
Me dá uma pressa estranha de ir embora
Não fujo, me movo
Pra não ficar parado por dentro
Tem algo rodando lá fora
Não se deixa pegar nem explicar
Continuo andando por via das dúvidas
Me toca sem avisar

Vou buscando o que não sei dizer
Enquanto sigo sem pedir permissão
Não me dou bem com o que é certo
Nem com verdades em fila
Peço ar quando o cerco aperta
Água quando tudo queima
E tempo pra entender
Por que ainda estou de pé

Saio exposto, sem disfarce
Pra sentir se ainda respondo
Não é loucura, é método
Verificar se ainda estou vivo

Enquanto outros organizam o barulho
E chamam de progresso
Eu me distraio pensando
Em como escapar sem fugir
Faz tanto que espero algo
Que já não sei o que era
Minha consciência coletiva caiu
E ninguém veio pegar

Algo viaja no ar
Vai e volta sem ficar
Eu sigo atrás, mesmo que nunca chegue
Vou levando na boa
E às vezes nem isso

Me xingo em voz baixa
Pra não fazer isso gritando
Me prendo ao que acalma
Ao que me tira o tremor por um tempo
A qualquer coisa que não pergunte
O que estou fazendo com os dias

Não sou exemplo de nada
Apenas um cara insistindo
Em não se tornar confortável
Nem totalmente correto

Me irrita a normalidade
Quando se disfarça de sucesso
Me irrita ainda mais
Quando começo a me parecer
Não acredito em discursos limpos
Mas sim na responsabilidade
De não olhar pro lado
Quando algo apodrece perto

Às vezes me sinto cúmplice
Por cansaço
Por continuar andando
Quando deveria gritar

Quando te penso
Não me salvo
Me exponho
Me lembra que ainda desejo
Mesmo cheio de merda

Não quero absolvições
Quero entender
Por que seguimos aceitando
O que nos vai fechando

Continuo buscando algo
Mesmo que às vezes me odeie por isso
Será consciência
Será teimosia
Será não me render totalmente

Não espero que o mundo mude
Mas não quero me tornar
Em alguém que já não sente
E amanhã vou sair de novo
Com o que é meu, com o que é ruim
Pra ver se ainda sou capaz
De não me calar

Vou falando sozinho e me respondo mal
Me contradigo por hábito
Tem dias que a cabeça sai do lugar
E volta com barro nas mãos
Me xingo baixinho pra não acordar
O cara decente que finjo ser
Depois me prendo a qualquer coisa
Que me faça esquecer isso agora

Não estou bem e sei disso
Mas também não quero estar totalmente
A sanidade absoluta
Me parece suspeita
Me canso de mim
Me perco de propósito
Me prometo mudanças
Que quebro antes de começar

Tem momentos que penso demais
E outros em que não penso nada
Em ambos os casos
Acabo no mesmo lugar

Me irrita o mundo
Mas mais me irrita me acostumar
Percebo tarde
Quando estou olhando pro lado

Quando você aparece
Tudo se desordena um pouco mais
Não me salva
Me lembra do que desejo

Embora esteja um desastre
Continuo buscando algo
Mesmo que não saiba o que é
Talvez não seja uma resposta
Talvez seja só não me tornar dócil

Vou caminhando por dentro
Como quem não sabe voltar
Me observo de algum lugar
Que não sei explicar
Às vezes me falo mal
Porque é o único idioma
Que me mantém acordado

Não é castigo, é método
Não me acho limpo
Nem forte, nem exemplo
Apenas alguém tentando
Não se tornar indiferente

O mundo pesa
Quando se torna rotina

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez