Tulisilma Sünd
- Proloog -
Kuuhelk põhjatu järve jääl
Karge talvine hõng
Sealt ei kosta enam mu hääl
Külm ja pime nüüd on mu säng
Rahu ei leidnud mu hing
Pimedas lehkavas pesas
Keegi kui kutsunuks mind
Taas ärkama rabade üsast
Igavikust, läbi põhjatust kaevust
Pinnale kiskusin end
Haavatud pimedast raevust
Toimus turmast taassünd
Mu saatjaks sai looduse vägi
Surelikkusest mis tunduvalt toekam
Läbi soendi silmade nägin
Temagi mõte sai minu poolt loetav
- Epiloog -
Pimeduses tulisilma helk
Inimhuku varitsejalt
Metsasügavuste valitsejalt
Hukatuse lõhestav ulg
Canto de Fogo
- Prólogo -
Reflexo da lua no lago profundo
Frio aroma de inverno
De lá não se ouve mais minha voz
Frio e escuro agora é meu leito
Paz não encontrei na minha alma
Na toca fétida e escura
Alguém, como se me chamasse
Para despertar das entranhas do pântano
Da eternidade, através do poço sem fundo
Eu me arrastei para a superfície
Ferido pela raiva da escuridão
Aconteceu o renascimento da prisão
Minha companhia se tornou a força da natureza
Mais sólida que a mortalidade
Através dos olhos do pântano eu vi
Seu pensamento também se tornou legível para mim
- Epílogo -
Na escuridão, o brilho do canto de fogo
Do predador da extinção humana
Do governante das profundezas da floresta
O uivo que rasga a condenação