A Lo de Garu
Conozco un bar que es mi agujero
Cuando estoy "listo", me abrojo ahi...
Elijo siempre la misma mesa
En la vereda,
Al lado del cordon,
Vasos cachados, mesas rengas,
La gata mirta en el mostrador
No hay mantelitos rojos ni verdes
Precios baratos de tiza y pizarrón...
Aca nadie pregunta nombre,
Desfilan muetas las botellas, y otra mas...
Se amasan años de soledad
Los bondis me peinan las orejas
Un dia un zarpado me va a partir en dos
Ya puedo ver en los diarios
"tragedia en moron"
A media cuadra, hotel "cabildo"
Las putas viejas vienen y traen olor
A batallas de sexo oxidado
Tragan su rabia con queso y salchichón...
Miro la cara de los fantasmas
Raspando sueños de quini 6
Veo a los cerdos en los afiches
Miro a la luna asesinar al sol.
Aca nadie pregunta nombre,
Desfilan muertas las botellas, y otra mas...
Se amasan años de soledad.
Los bondis me peinan las orejas,
Un dia un zarpado me va a partir en dos
Ya puedo ver en los diarios:
"tragedia en moron"
A Lo de Garu
Conheço um bar que é meu buraco
Quando tô "pronto", me enrosco ali...
Escolho sempre a mesma mesa
Na calçada,
Ao lado do meio-fio,
Copos quebrados, mesas tortas,
A gata Mirta no balcão
Não tem toalhinhas vermelhas nem verdes
Preços baratos de giz e lousa...
Aqui ninguém pergunta nome,
Desfilam mortas as garrafas, e mais uma...
Se acumulam anos de solidão
Os ônibus me bagunçam as orelhas
Um dia um maluco vai me partir ao meio
Já posso ver nos jornais
"tragédia em Moron"
A meia quadra, hotel "Cabildo"
As putas velhas vêm e trazem cheiro
De batalhas de sexo enferrujado
Engolem sua raiva com queijo e salame...
Olho a cara dos fantasmas
Raspando sonhos de quina 6
Vejo os porcos nos cartazes
Olho a lua assassinar o sol.
Aqui ninguém pergunta nome,
Desfilam mortas as garrafas, e mais uma...
Se acumulam anos de solidão.
Os ônibus me bagunçam as orelhas,
Um dia um maluco vai me partir ao meio
Já posso ver nos jornais:
"tragédia em Moron"