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De Morte Ruim

Los Caballeros de la Quema

De Mala Muerte

Hace días que no salgo al sol
Le dí llave a mi cascarón
Voy de la cama el baño
Del baño al vino
Del vino al dolor
Medio estropeado y con el hocico herido
Son varias lunas dormidas sin vos
Casi estoy listo para enterrarnos
Casi que no...
Y esta noche salgo a robar besos nublados
De mala muerte
Y como siempre termino buscándote
Equilibristas de cuello roto
Se hacen lungas las tardes sin tu voz
Barro tus sombras y vuelven a entrar
Brilla tu ausencia
Se trepa a mis sábanas
Y empieza a ladrar
Dice un tango sabio que
"hay que saber olvidar"
Pero ninguno se atreve a explicar
Un corazón en llanta no entrega el cuello así
Nomás...
Y esta noche salgo a robar besos nublados
De mala muerte
Y como siempre termino llorándote
Equilibrista de cuello roto

De Morte Ruim

Faz dias que não saio ao sol
Tranquei meu cascarão
Vou da cama pro banheiro
Do banheiro pro vinho
Do vinho pra dor
Meio estragado e com a cara machucada
São várias luas dormindo sem você
Quase estou pronto pra nos enterrar
Quase não...
E esta noite saio pra roubar beijos nublados
De morte ruim
E como sempre acabo te procurando
Equilibristas de pescoço quebrado
As tardes ficam longas sem sua voz
Eu barro suas sombras e elas voltam a entrar
Brilha sua ausência
Se agarra aos meus lençóis
E começa a latir
Diz um tango sábio que
"é preciso saber esquecer"
Mas ninguém se atreve a explicar
Um coração em frangalhos não entrega o pescoço assim
Só assim...
E esta noite saio pra roubar beijos nublados
De morte ruim
E como sempre acabo chorando por você
Equilibrista de pescoço quebrado

Composição: