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Das Ausências

Los Chalchaleros

De Ausencias

Se va estirando mi vida
sobre estas paredes ajenas a mí;
de a ratos me grita el alma,
de a ratos gana el alcohol
y hay una seca vidala
que va dibujando mi acento y mi voz.

Y soy un potro encerrado
en corrales de ausencia, queriendo olvidar;
tantos caminos corridos,
tanta pasión y candor;
hoy que no encuentro mi sombra,
golpeo la caja gritando un dolor.
Adiós, si recuerdas mi voz
y un pañuelo bordado
que te entregué enamorado,
y entre tus manos quedó
tejiendo una danza que fue mi esperanza
más tibia de amor.
La noche se va acercando,
goteada de estrellas llamando al amor;
la luna tensó su parche,
sabe que canto por vos.
Hay un aliento de grillos,
que va repitiendo su antigua canción.
Hoy que estoy lejos recuerdo,
tu aroma salvaje, tu piel y tu voz;
que me incendiaron la calma
en colores de ilusión,
fue un arco iris de angustia,
cuando me dejaste sin lluvia y sin sol.

Das Ausências

Minha vida vai se esticando
sobre essas paredes que não são minhas;
às vezes minha alma grita,
às vezes o álcool vence
e há uma seca vidala
que vai desenhando meu sotaque e minha voz.

E sou um potro preso
em cercados de ausência, querendo esquecer;
tantos caminhos percorridos,
tanta paixão e candura;
hoje que não encontro minha sombra,
golpeio a caixa gritando uma dor.

Adeus, se você se lembra da minha voz
e de um lenço bordado
que te entreguei apaixonado,
e que entre suas mãos ficou
tecendo uma dança que foi minha esperança
mais morna de amor.

A noite vai se aproximando,
goteada de estrelas chamando o amor;
a lua esticou seu tambor,
sabe que canto por você.
Há um sussurro de grilos,
que vai repetindo sua antiga canção.

Hoje que estou longe lembro,
seu aroma selvagem, sua pele e sua voz;
que incendiaram minha calma
em cores de ilusão,
foi um arco-íris de angústia,
quando você me deixou sem chuva e sem sol.

Composição: Raúl Carnota