El Coyuyo Y La Tortuga
Yo tengo una flor en coplas
Para prenderte en el alma
Se que otro será tu dueño
Y se también que no lo amas
Y que tu tata te prohibió
De un trovero enamorarte
Y, con las alas mojadas
Cobarde!, vuelo no alzaste
Yo sé que te han elegido
Cazal y jaula dorada
Podrás casarte sin amor
Sembrar en tu vientre el llanto
Sin luz del Sol la cosecha
Dará frutos muy amargos
Se vive una sola vida
Caminando hacia la muerte
Estribillo
Amo el coyuyo* trovador
Pasa el verano cantando
Pobrecita la tortuga!
Vivir triste tantos años
Cuando el vino del olvido
Busque la macha en mi pecho
Voy a cantarle a la aurora
Para que escuches mis versos
Y cuando mires atrás
Desde la flor de tu ocaso
Veras que es tarde y es lejos
Que no regresan los años
Y tu corazón desierto
No brotarán ilusiones
Y el día del juicio final
Podré decir que te amado
Vos no podas decir nada
Ahogada en angustia y llanto
Se vive una sola vida
Caminando hacia la muerte
O Coyuyo e a Tartaruga
Eu tenho uma flor em versos
Pra acender sua alma
Sei que outro será seu dono
E sei também que você não o ama
E que seu pai te proibiu
De se apaixonar por um trovador
E, com as asas molhadas
Covarde!, não alçou voo
Eu sei que te escolheram
Cercado e em uma jaula dourada
Você pode se casar sem amor
Semear em seu ventre o choro
Sem luz do Sol a colheita
Dará frutos muito amargos
Só se vive uma vida
Caminhando em direção à morte
Refrão
Amo o coyuyo* trovador
Passa o verão cantando
Pobrezinha da tartaruga!
Viver triste tantos anos
Quando o vinho do esquecimento
Buscar a marca em meu peito
Vou cantar para a aurora
Pra que você ouça meus versos
E quando olhar pra trás
Desde a flor do seu ocaso
Verá que é tarde e longe
Que os anos não voltam mais
E seu coração deserto
Não brotarão ilusões
E no dia do juízo final
Poderei dizer que te amei
Você não poderá dizer nada
Afogada em angústia e choro
Só se vive uma vida
Caminhando em direção à morte
Composição: Pablo Trullenque / Peteco Carabajal