La Guitarra Perdida
(Zamba)
Rama sonora,
donde han brotado mis sueños:
en tu tallo vengo a dejar
el temblor de mi nostalgia.
Quiero vivir en tu sentir
de niña enamorada.
Dulce guitarra,
trasnochadora madera:
las estrellas del alba dirán
de que nunca te he olvidado.
Gajo cantor, busco tu voz
dolido y solitario.
En tu boca se ha quedado
hecha zamba, mi vida.
Intimo ser, que has de volver
en música perdida.
Sola, muy sola,
por huella desconocida
mi guitarra triste andará
en las noches del olvido,
Mi alma entrará buscándola
a todos los caminos.
Hoja dorada
del árbol de mi añoranza:
por tu savia quiero subir
a las flores del recuerdo.
Tierra y raíz, lento sufrir,
hundido en mi silencio.
A Guitarra Perdida
(Zamba)
Rama sonora,
donde brotaram meus sonhos:
en seu caule venho deixar
o tremor da minha nostalgia.
Quero viver no seu sentir
de menina apaixonada.
Doce guitarra,
madeira que não dorme:
as estrelas da manhã dirão
que nunca te esqueci.
Ramo cantor, busco sua voz
dolido e solitário.
Em sua boca ficou
feita zamba, minha vida.
Íntimo ser, que há de voltar
em música perdida.
Sozinha, muito sozinha,
pela trilha desconhecida
minha guitarra triste andará
nas noites do esquecimento,
minha alma entrará buscando-a
a todos os caminhos.
Folha dourada
do árvore da minha saudade:
pela sua seiva quero subir
a flores do lembrança.
Terra e raiz, lento sofrer,
fundido no meu silêncio.
Composição: Ernesto Cabeza