Black Mirror
(Baby, baby, baby)
(You can have my private number)
Nos llegaron señales, no las supimos ver: Flores de plástico, arboles artificiales
Lunáticos encadenados a una pantalla, mientras la poesía tiende a desaparecer
Batallas, escenario cibernético, sustituyen bibliotecas por cuarteles
Canallas, vendedores de amor sintético, esclavos del gimnasio, los cosméticos
Seamos atléticos o seamos fofisanos, en definitiva seamos lo que mande el amo
Reina la mugre y la juventud no adora al Che, adora al Youtuber
¿A qué huelen las nubes? Se pregunta el replicante quiere sentir y no puede, sabe que todo mundo huye, por eso
Abraza la fe, se sienta, sonríe y muere
Zombis y peleles, estiércol en la tele
Luego ese libro de autoayuda ya es bestseller
Primero al Primark, después al Prozac
Los malos nos hicieron trampa
Esto no es trap, no me hace falta hombre, estoy llenando en tu ciudad en Bogotá y en Londres
Tan lejos, tan desfase, me veis en croma
El PP de Getafe, sí, que nos la coma
(Baby, baby, baby)
(You can have my private number)
Y así vivimos, pendientes del qué dirán
Sube tu ciego a Facebook, tu desayuno en Instagram
Cuenta tu plan de finde, clase de fitness
Compras en Sprinter, cena en centro comercial
Sufrimos el presente y vivimos de ojalás
Buscando siempre la aprobación de los demás
Por ello gastamos en lujos y excesos
WhatsApp es una cárcel con millones de presos
Y las cadenas son el sin vivir de esta condena esperando el doble click
Que nos prohíbe levantar la mirada, impide vislumbrar esta sociedad esclava
De las modas y la tecnología
La alegría hoy dura lo que dura la batería
Así pasan los días y sin saber ni cómo, cada vez más followers, cada vez más solos
Aislados de nuestro alrededor, de vecinos y hermanos, del ser humano y su dolor
De conocer el tacto y su placer, al final como en Her, amando a un ordenador
Pero sigamos consumiendo que no pasa nada, seamos borregos, seamos manada
Que por suerte el ser humano, vaya
También tiene obsolescencia programada
Espelho Negro
(Baby, baby, baby)
(Você pode ter meu número privado)
Chegaram sinais, não soubemos ver: Flores de plástico, árvores artificiais
Lunáticos presos a uma tela, enquanto a poesia tende a desaparecer
Batalhas, cenário cibernético, substituem bibliotecas por quartéis
Canalhas, vendedores de amor sintético, escravos da academia, dos cosméticos
Sejamos atléticos ou sejamos gordinhos, no fim das contas, sejamos o que o patrão mandar
Reina a sujeira e a juventude não adora o Che, adora o Youtuber
A que cheiram as nuvens? Pergunta o replicante, quer sentir e não consegue, sabe que todo mundo foge, por isso
Abrace a fé, sente-se, sorria e morra
Zumbis e marionetes, esterco na TV
Depois aquele livro de autoajuda já é bestseller
Primeiro no Primark, depois no Prozac
Os maus nos fizeram de otários
Isso não é trap, não preciso de homem, estou lotando na sua cidade em Bogotá e Londres
Tão longe, tão fora de sintonia, me vêem em chroma
O PP de Getafe, sim, que nos engula
(Baby, baby, baby)
(Você pode ter meu número privado)
E assim vivemos, preocupados com o que vão dizer
Posta seu café da manhã no Instagram, seu cego no Facebook
Conta seu plano de fim de semana, aula de fitness
Compras na Sprinter, jantar no shopping
Sofremos o presente e vivemos de 'quem me dera'
Sempre buscando a aprovação dos outros
Por isso gastamos em luxos e excessos
WhatsApp é uma prisão com milhões de presos
E as correntes são o sofrimento dessa condenação esperando o duplo clique
Que nos proíbe levantar o olhar, impede vislumbrar essa sociedade escrava
Das modas e da tecnologia
A alegria hoje dura o tempo da bateria
Assim passam os dias e sem saber como, cada vez mais seguidores, cada vez mais sozinhos
Isolados do nosso entorno, de vizinhos e irmãos, do ser humano e sua dor
De conhecer o toque e seu prazer, no final como em 'Her', amando um computador
Mas vamos continuar consumindo que não tem problema, sejamos ovelhas, sejamos manada
Que por sorte o ser humano, veja só
Também tem obsolescência programada