No Es País Para Viejos
Vivo rápido y no tengo cura, con altura
Comprar niños en Ucrania es de ser basura
Es Carrero Blanco, astronauta con altura
Andrea Levy concejala de incultura, qué censura
España tortura
Dejad que los niños se acerquen a Eskorbuto y no a los curas
A estas alturas quiero un huerto, no un despacho
Dictadura de la inmediatez, la usura
Travesías, profecías
Escapé del mono azul y la cadena de montaje
Lo siento mucho, señoría
Empezamos en una rave, no en un puto garaje
Bésame, como Elvis Crespo
Yo tengo ingenio, tú un apellido compuesto
He fregado tu suelo, he servido tu mesa
He instalado el gas en tu casa burguesa y todavía te odio
Víctima del folio, jodo con estrofas, ah
Tengo el monopolio como Jimmy Hoffa
Tú la mofa, un nuevo rico con sus paletadas
La belleza está en la barricada, no en Gucci ni en Prada
José Carlos, la colada, que no eres banquero
Aunque te vistas como un constructor
Que se joda Christian Dior, viva la clase obrera
Siempre puño en alto como Marsha Johnson y Sylvia Rivera
Otra ciudad, otra victoria
Que si los nuevos tiempos
Que si las nuevas modas
Querían vernos caer y aquí seguimos
Aunque te pese, aunque te joda
No quiero ser tu referente
Ningún burgués es inocente
Paños calientes
Aquí solo repartimos carnet de superviviente
Irreverentes, como Willy Toledo
15 años en el juego, mira, seguimos sin miedo
Sin casarnos con nadie, sin pelos en la lengua
Eternos culpables, pero en la lista de ventas
Que siempre fui la oveja negra
El objetivo de sus críticas y de sus piedras
Pero ya perdí la vergüenza, los celos
Pongo a sus palmeros a hacer pogos con libreros
Créelo
Escupo al madero y al federal
¿Rodilla al suelo? Mejor el cuello de Trump
Un racista visceral, pero diré una verdad
Obama impidió respirar en Siria y en Irak
Construye héroes y se caerán
Y más con redes donde pierden su disfraz
Un ejemplo es el imbécil de Bosé
Que critica al 5G mientras compra bebés, ¿ves?
La industria crea juguetes rotos
La soledad del artista sin sus devotos
Loco, yo no busco ser tu referente
Tengo suficiente con buscar ser consecuente
Y quererme
Construir sin buscar un fin
Pues escribir es dar sin esperar a recibir
Los Chikos del Maíz, quisieron vernos caer
Seguimos en pie, incorruptibles como Robespierre
Otra ciudad, otra victoria
Que si los nuevos tiempos
Que si las nuevas modas
Querían vernos caer y aquí seguimos
Aunque te pese, aunque te joda
No quiero ser tu referente
Ningún burgués es inocente
Paños calientes
Aquí solo repartimos carnet de superviviente
Não É País Para Velhos
Vivo rápido e não tenho cura, com atitude
Comprar crianças na Ucrânia é coisa de lixo
É Carrero Blanco, astronauta com postura
Andrea Levy, vereadora da incultura, que censura
Espanha tortura
Deixem as crianças se aproximarem do Eskorbuto e não dos padres
A essa altura quero uma horta, não um escritório
Ditadura da imediata, a usura
Travessias, profecias
Escapei do macaco azul e da linha de montagem
Sinto muito, senhorita
Começamos em uma rave, não em um maldito garagem
Beija-me, como Elvis Crespo
Eu tenho engenho, você um sobrenome composto
Eu limpei seu chão, servi sua mesa
Instalei o gás na sua casa burguesa e ainda te odeio
Vítima do papel, me lasco com estrofes, ah
Tenho o monopólio como Jimmy Hoffa
Você a piada, um novo rico com suas palhaçadas
A beleza está na barricada, não na Gucci nem na Prada
José Carlos, a lavagem, que você não é banqueiro
Embora se vista como um construtor
Que se dane Christian Dior, viva a classe trabalhadora
Sempre punho erguido como Marsha Johnson e Sylvia Rivera
Outra cidade, outra vitória
Que se os novos tempos
Que se as novas modas
Queriam nos ver cair e aqui seguimos
Embora te pese, embora te incomode
Não quero ser seu referente
Nenhum burguês é inocente
Panos quentes
Aqui só distribuímos carteirinha de sobrevivente
Irreverentes, como Willy Toledo
15 anos no jogo, olha, seguimos sem medo
Sem nos casar com ninguém, sem papas na língua
Eternos culpados, mas na lista de vendas
Que sempre fui a ovelha negra
O alvo de suas críticas e de suas pedras
Mas já perdi a vergonha, o ciúme
Coloco os seus puxa-sacos pra fazer pogo com livreiros
Acredite
Cuspo no policial e no federal
?Joelho no chão? Melhor o pescoço do Trump
Um racista visceral, mas vou dizer uma verdade
Obama impediu respirar na Síria e no Iraque
Constrói heróis e eles vão cair
E mais com redes onde perdem seu disfarce
Um exemplo é o idiota do Bosé
Que critica o 5G enquanto compra bebês, viu?
A indústria cria brinquedos quebrados
A solidão do artista sem seus devotos
Loco, eu não busco ser seu referente
Tenho o suficiente em buscar ser coerente
E me amar
Construir sem buscar um fim
Pois escrever é dar sem esperar receber
Os Chikos del Maíz, quiseram nos ver cair
Seguimos de pé, incorruptíveis como Robespierre
Outra cidade, outra vitória
Que se os novos tempos
Que se as novas modas
Queriam nos ver cair e aqui seguimos
Embora te pese, embora te incomode
Não quero ser seu referente
Nenhum burguês é inocente
Panos quentes
Aqui só distribuímos carteirinha de sobrevivente
Composição: Los Chikos Del Maíz