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A Toca

Los Delinqüentes

La Madriguera

Niña que tristeza hay en tu alma
que pena están gritando tus pupilas
quisiera unirme a ti con un par de grapas
pero tú te cansaste de mi camisa.

Como yo soy para ti una rata
voy por las flores de este carril
tus papeles llenan mis baúles
corazones de tinta de jazmín.

Porque tenía yo pa los dos una madriguera
con colchones en el suelo
con un grifo y una manguera.

Pobre sería yo si tuviera que callarme
que los dos pasamos hambre
de comernos toas las tardes.

Cuando me faltas tengo mono en la cama
de desayunarte toas las mañanas
pero viendo como está el panorama
será mejor que cuente mis garrapatas.

Y si viene un día una brisa
que a mí me guíe hasta tu bosque
volaré yo de la alegría
que no quiero que vengan vientos del bosque.

Tenía yo pa los dos una madriguera
con colchones en el suelo
con un grifo y una manguera.

Pobre sería yo si tuviera que callarme
que los dos pasamos hambre
de comernos toas las tardes.

A Toca

Menina, que tristeza há na sua alma
que pena gritam suas pupilas
queria me juntar a você com um par de grampas
mas você se cansou da minha camisa.

Como eu sou pra você uma ratazana
vou pelas flores desse caminho
documentos seus enchem meus baús
corações de tinta de jasmim.

Porque eu tinha pra nós dois uma toca
com colchões no chão
com uma torneira e uma mangueira.

Pobre seria eu se tivesse que me calar
que nós dois passamos fome
de nos devorarmos todas as tardes.

Quando você falta, fico com abstinência na cama
de te tomar café todas as manhãs
mas vendo como tá a situação
é melhor eu contar minhas pulgas.

E se um dia vier uma brisa
que me guie até sua floresta
eu vou voar de alegria
porque não quero que venham ventos da floresta.

Eu tinha pra nós dois uma toca
com colchões no chão
com uma torneira e uma mangueira.

Pobre seria eu se tivesse que me calar
que nós dois passamos fome
de nos devorarmos todas as tardes.

Composição: