Chacarera de Los Remolinos
Hilando con voz de polvo
Madeja de viento fino
Giran, husos misteriosos
Los audaces remolinos
Danzan y danzan al filo del duende que los empina
Son viajeros penitentes del borde de las salinas
Corriendo van en la siesta
Por caminos soledosos
Ambulan por los maizales
Donde pasan bulliciosos
Cruz diablo dicen las viejas mostrando el signo bendito
Y el torbellino ligero tuerce su rumbo maldito
Los he visto muchas veces, fantasmas de mi camino
Fuerzas de mi mal que doblan la bondad de mi destino
Ayer eran sueños vanos, hoy símbolos de ilusiones
Ayer eran nubes mansas, hoy tormentos, ambiciones
Ay si pudiera ahuyentarlos
Signando para consuelo
A esos diablillos de mi alma
Que embrujaron mis anhelos
Cruz diablo dicen las viejas mostrando el signo bendito
Y el torbellino ligero tuerce su rumbo maldito
Chacarera dos Remoinhos
Tecendo com voz de polvo
Novelo de vento fino
Giram, fusos misteriosos
Os audaciosos remoinhos
Dançam e dançam na beira do duende que os empina
São viajantes penitentes da borda das salinas
Correm na sesta
Por caminhos solitários
Vagueiam pelos milharais
Onde passam buliçosos
Cruz diabo dizem as velhas mostrando o sinal abençoado
E o redemoinho ligeiro torce seu rumo maldito
Eu os vi muitas vezes, fantasmas do meu caminho
Forças do meu mal que dobram a bondade do meu destino
Ontem eram sonhos vãos, hoje símbolos de ilusões
Ontem eram nuvens mansas, hoje tormentos, ambições
Ah, se pudesse afugentá-los
Marcando para consolo
Aqueles diabinhos da minha alma
Que enfeitiçaram meus anseios
Cruz diabo dizem as velhas mostrando o sinal abençoado
E o redemoinho ligeiro torce seu rumo maldito
Composição: Cristoforo Juarez, Orlando Gerez