Chacarera Del Martirio
Sangran mis heridas abrasan mis labios la sed
Penas me atormentan porque no me quieres querer
Lágrimas de sangre lloran mis ojos sin cesar
¡Dolores tan crueles no sé cómo puedo aguantar!
Sobre mis espaldas han puesto una pesada cruz
Con los sinsabores de tu malvada ingratitud
Ciégame los ojos te pido, y crucificame
Porque ya no es vida este continuo padecer
Suplicio sin nombre sufre mi pobre corazón
Corona de espinas cubre mi frente de dolor
Nada importaría si alguna vez pudiera hallar
La luz de sus ojos detrás de tanta oscuridad
Pero es imposible si siento el frío del desdén
Corazón de piedra difícil que puedas querer
No me tengas lástima, mi alma, y clavame un puñal
De una vez por todas para que deje de penar
Chacarera do Martírio
Minhas feridas sangram, queimam meus lábios de sede
As penas me atormentam porque você não quer me amar
Lágrimas de sangue escorrem dos meus olhos sem parar
Dores tão cruéis, não sei como consigo aguentar!
Sobre minhas costas colocaram uma pesada cruz
Com os desgostos da sua malvada ingratidão
Cobre meus olhos, eu te peço, e crucifica-me
Porque já não é vida esse sofrimento sem fim
Suplicio sem nome sofre meu pobre coração
Coroa de espinhos cobre minha testa de dor
Nada importaria se algum dia eu pudesse encontrar
A luz dos seus olhos atrás de tanta escuridão
Mas é impossível se sinto o frio do desprezo
Coração de pedra, difícil que você possa amar
Não tenha pena de mim, minha alma, e crava-me um punhal
De uma vez por todas, para que eu pare de sofrer
Composição: Orlando Gerez, Juan Carlos Carabajal