La Telesita
He venido telesita, como aquel que no hace nada
A dejarte el corazón, y llevarme tu mirada
Aquí me tienes, vidita, deshecho por tus amores
Mi corazón padeciendo, penas de todos colores
Aunque encerrada te tengan, en calicanto y arena
Si tu amor es como el mío, sabrá borrar las barreras
Yo te he'i de querer, vidita, aunque todos se me opongan
Soy un gavilán constante, cuando sigo una paloma
De vicio te estoy mirando, cara a cara y frente a frente
Y no te puedo decir, lo que mi corazón siente
Telesita, telesita, la dueña de mis amores
No permitas que me acabe, sin gozar de tus favores
Yo sé que me andas queriendo, aunque no me digas nada
Lo que no dicen tus labios, me lo dice tu mirada
Si me quemo, no me apagues, déjame seguir quemando
Siempre que sean tus amores, los que me estén incendiando
Ahí tienes mi corazón, dale muerte si tú quieres
Pero como estás adentro, si lo matas, también mueres
Mucho me temo, vidita, no complacer tus deseos
Si mi corazón se calla, los dos juntos moriremos
Al cajón en que me entierren, que no lo claven con clavos
Clávalos vos, telesita, con los besos de tus labios
Telesita, telesita, la dueña de mis amores
No permitas que me acabe, sin gozar de tus favores
A Telesita
Eu vim, Telesita, como aquele que não faz nada
Para deixar-te o coração e levar teu olhar
Aqui me tens, vidinha, desfeito por teus amores
Meu coração sofrendo, penas de todas as cores
Embora te tenham presa, em calicanto e areia
Se teu amor é como o meu, saberá apagar as barreiras
Eu hei de te amar, vidinha, mesmo que todos se oponham
Sou um gavião constante, quando sigo uma pomba
Vício estou te olhando, cara a cara e frente a frente
E não posso dizer, o que meu coração sente
Telesita, Telesita, a dona dos meus amores
Não permitas que eu acabe, sem desfrutar de teus favores
Eu sei que me estás querendo, mesmo que não me digas nada
O que não dizem teus lábios, me diz teu olhar
Se me queimo, não me apagues, deixa-me continuar queimando
Desde que sejam teus amores, que estejam me incendiando
Aí tens meu coração, dá-lhe morte se quiseres
Mas como estás dentro dele, se o matas, também morres
Muito temo, vidinha, não satisfazer teus desejos
Se meu coração se cala, os dois juntos morreremos
No caixão em que me enterrem, que não o cravem com pregos
Crava-os tu, Telesita, com os beijos de teus lábios
Telesita, Telesita, a dona dos meus amores
Não permitas que eu acabe, sem desfrutar de teus favores
Composição: Cristoforo Juarez, Agustin Carabajal