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Noites Correntinas

Los Hermanos Toledo

Noches Correntinas

En una tarde triste, de muerta primavera
Corrientes en mi ensueño te vi, por vez primera
Y fueron dos ojazos con su mirar de fuego
Que a su mágico influjo me hicieron suspirar
Y su mirada pura, de suave terciopelo
Embelleció la noche brillando cual lucero
Perfumando la brisa y al cielo como un ruego
Del fondo de mi alma entono este cantar

¡Noches correntinas, gime el canto de un porteño
Y el suspiro que entre sueños va evocando en su canción!
¡Noches correntinas, de recuerdos cariñosos
Por dos ojos muy hermosos suspiró mi corazón!

Fueron sus ojos brujos que al embargar mi vida
La ataron para siempre en ansias contenidas
Y al despedirme de ellos, mi linda correntina
Como si fuera un niño, me puse a sollozar
¡Oh, bella correntina! ¿Qué has hecho de mi alma?
¿Qué has hecho de mi vida que ya no tengo calma?
¡Quisiste darme abrigo, pero cual golondrina
No pude detenerme para poderte amar!

Noites Correntinas

Numa tarde triste, de primavera morta
Corrientes em meu sonho te vi, pela primeira vez
E foram dois olhos com seu olhar de fogo
Que, com seu mágico encanto, me fizeram suspirar
E seu olhar puro, de suave veludo
Embelezou a noite brilhando como uma estrela
Perfumando a brisa e ao céu como uma prece
Do fundo da minha alma entoo esta canção

Noites correntinas, geme o canto de um porteño
E o suspiro que entre sonhos evoca em sua canção!
Noites correntinas, de lembranças carinhosas
Por dois olhos muito belos suspirou meu coração!

Foram seus olhos feiticeiros que, ao envolverem minha vida
A amarraram para sempre em ânsias contidas
E ao me despedir deles, minha linda correntina
Como se fosse uma criança, comecei a soluçar
Oh, bela correntina! O que fizeste com minha alma?
O que fizeste com minha vida que já não tenho calma?
Quiseste me dar abrigo, mas como uma andorinha
Não pude parar para poder te amar!

Composição: Juan Giliberti