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Liberando Versos

Los Manseros Santiagueños

Soltando Coplas

Ojitos de haber llorado, porque me miran así
Que rencores han crecido, desde que anoche me fui
En que momento pudieron, hablarte tan mal de mi

Me gustas porque hablas poco, porque me dejas hablar
Con que poquitas palabras, siempre me has hecho pensar
Tus silencios me ganaron estas ganas de cantar

Son cuatro versos las coplas, tradición que vive en mi
Pequeño pueblo es el mio, donde te invito a vivir
Si entendes lo que te pido quizás puedas ser feliz

Ya te vas coplita mía, y eso que naces recién
Cuando vuelvas hecha pueblo, cuando te sientas crecer
Si aun guardas el nombre de ella, entonces te he de querer

Con la carta que mandaste, hice un barco de papel
Y se la llevo la acequia, por no verme padecer
La vi partir agua abajo, con un destino de ayer

El sobre nunca fué abierto, porque supe sin querer
Las cosas que andas diciendo, y que nadie te ha de creer
Aunque hay cosas que se dicen, como quien mira llover

Cuando cruzo por tu calle, cerca del amanecer
Todo se hace chacarera, evocando tu querer
Con tu recuerdo hay rigores, que no me pueden vencer

Liberando Versos

Olhos de quem já chorou, porque me olham assim
Que rancores cresceram, desde que eu fui embora ontem à noite
Em que momento puderam, falar tão mal de mim

Gosto de você porque fala pouco, porque me deixa falar
Com tão poucas palavras, sempre me fez pensar
Teus silêncios me ganharam essa vontade de cantar

São quatro versos as coplas, tradição que vive em mim
Pequeno povo é o meu, onde te convido a viver
Se entender o que te peço, talvez possa ser feliz

Já vai, minha coplita, e isso que você tá nascendo agora
Quando voltar feita povo, quando sentir que tá crescendo
Se ainda guarda o nome dela, então eu vou te amar

Com a carta que você mandou, fiz um barco de papel
E a correnteza levou, pra não me ver sofrer
A vi partir água abaixo, com um destino de ontem

O envelope nunca foi aberto, porque soube sem querer
As coisas que você anda dizendo, e que ninguém vai acreditar
Embora há coisas que se dizem, como quem vê a chuva cair

Quando passo pela sua rua, perto do amanhecer
Tudo se torna chacarera, evocando seu querer
Com sua lembrança há rigores, que não me podem vencer