Chacarera Para Mi Voz
No sé qué tiene mi voz que suena tan destemplada
Como si en ella anduviera el alma de la vidala
Porfiando por alcanzar Los tonos de mi guitarra
Se enanca en el grito macho que sube por mi garganta
Arisca para empezar después no puedo callarla
Cantando mi pobre copla poquito a poco se amansa
Ay, vida, ojalá pudiera Cuando me muera dejarla
Trenzada entre los acordes de mi doliente guitarra
No Sé qué tiene mi voz que a veces tan triste suena
Cuando habla de cosas idas y de otros tiempos se acuerda
Para el odio y el amor Su acento tiene misterio
Se vuelve tan tierna y dulce cuando pronuncia un te quiero
Que nunca diga mi voz Palabra que cause herida
Que sea para el que sufre agüita fresca que alivia
Ay, vida, ojalá pudiera Cuando me muera dejarla
Trenzada entre los acordes de mi doliente guitarra
Chacarera Para Minha Voz
Não sei o que tem minha voz que soa tão desafinada
Como se nela andasse a alma da vidala
Persistindo em alcançar os tons da minha guitarra
Se enrosca no grito macho que sobe pela minha garganta
Arredia para começar, depois não consigo calá-la
Cantando minha pobre copla, aos poucos ela se aquieta
Ai, vida, tomara que quando eu morrer possa deixá-la
Entrelaçada entre os acordes da minha dolente guitarra
Não sei o que tem minha voz que às vezes soa tão triste
Quando fala de coisas passadas e se lembra de outros tempos
Para o ódio e o amor, seu tom tem mistério
Torna-se tão terna e doce ao pronunciar um eu te amo
Que minha voz nunca diga palavra que cause ferida
Que seja para quem sofre água fresca que alivia
Ai, vida, tomara que quando eu morrer possa deixá-la
Entrelaçada entre os acordes da minha dolente guitarra
Composição: Juan Carlos Carabajal, Onofre Paz