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Acordem

Los Mejías

Acordaos

Y los burdos papeles sin dueño que mojan la espuma
De cuando asoma la luz del día que desprende la Luna
Luna traicionera, que entra por los barrotes
De las rejas que desde fuera mis sueños se esconden
Mis sueños se esconden

Llevamos más de toda la vida entre cuatro paredes
Y aún me pregunto el porqué de que seamos tan crueles
¿Cómo quieres que te explique que soy alguien bueno?
Si estoy rodeado de idiotas llenos de veneno
De veneno (de veneno, de veneno)
De veneno (de veneno, de veneno)

Solo quiero que lo entiendas, al menos ya seremos dos
Si la vida te condena, búscale una razón
Somos lo que merecemos, por no pedir perdón
Y ahora que estamos jodidos, acordaos de vuestro Dios
Y ahora que estamos jodidos, acordaos

Somos como pajarillos construyendo un nido
Pero vienen los pájaros grandes jodiendo los picos
Te hablo de las gaviotas, con cara de idiota
Vestidas con trajes que cubren sus almas rotas

Y cuando emigraron los que valen nada
Toparon con los rosales
Que con sus espinas me agotan la vida
Dicen que vivimos, pero eso es mentira
Y este circo es un invento de la madre patria y de todos sus muertos
Nos hacen borregos y esconden al lobo detrás de los perros
De los perros (de los perros, de los perros)
De los perros (de los perros, de los perros)

Solo quiero que lo entiendas, al menos ya seremos dos
Si la vida te condena, búscale una razón
Somos lo que merecemos, por no pedir perdón
Y ahora que estamos jodidos, acordaos de vuestro Dios
Y ahora que estamos jodidos, acordaos

Solo quiero que lo entiendas, al menos ya seremos dos
Si la vida te condena, búscale una razón
Somos lo que merecemos, por no pedir perdón
Y ahora que estamos jodidos, acordaos de vuestro Dios
Y ahora que estamos jodidos, acordaos

Acordem

E os papéis sem dono que molham a espuma
De quando aparece a luz do dia que a Lua solta
Lua traiçoeira, que entra pelas grades
Das janelas que de fora meus sonhos se escondem
Meus sonhos se escondem

Estamos há mais de toda a vida entre quatro paredes
E ainda me pergunto o porquê de sermos tão cruéis
Como quer que eu te explique que sou alguém bom?
Se estou cercado de idiotas cheios de veneno
De veneno (de veneno, de veneno)
De veneno (de veneno, de veneno)

Só quero que você entenda, pelo menos seremos dois
Se a vida te condena, busque uma razão
Somos o que merecemos, por não pedir perdão
E agora que estamos fodidos, lembrem-se do seu Deus
E agora que estamos fodidos, lembrem-se

Somos como passarinhos construindo um ninho
Mas vêm os pássaros grandes fodendo os bicos
Falo das gaivotas, com cara de idiota
Vestidas com trajes que cobrem suas almas quebradas

E quando emigraram os que não valem nada
Toparam com os roseirais
Que com suas espinhas me esgotam a vida
Dizem que vivemos, mas isso é mentira
E esse circo é uma invenção da mãe pátria e de todos os seus mortos
Nos fazem de ovelhas e escondem o lobo atrás dos cães
Dos cães (dos cães, dos cães)
Dos cães (dos cães, dos cães)

Só quero que você entenda, pelo menos seremos dois
Se a vida te condena, busque uma razão
Somos o que merecemos, por não pedir perdão
E agora que estamos fodidos, lembrem-se do seu Deus
E agora que estamos fodidos, lembrem-se

Só quero que você entenda, pelo menos seremos dois
Se a vida te condena, busque uma razão
Somos o que merecemos, por não pedir perdão
E agora que estamos fodidos, lembrem-se do seu Deus
E agora que estamos fodidos, lembrem-se