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Em Toda Parte

Los Miserables

En Todas Partes

He muerto tantas veces
Quizás esta no sea la última vez
Algo se oscurece
La luz se apaga, nunca va a fallecer

Yo supe del desierto
Cuando recuerdo a tantos que ahora no están
La muerte es de los muertos
Y todo esto comienza a sonar igual

Un verso pasa
Una daga rescatada del ayer
El silencio se desplaza
Y es que, a veces, es tan difícil perder

Y estar así, cavando lechos
A los ausentes y a los desechos
Estar así, gritando al hielo
Pues mientras más vivo, más muero

No puedo soportar
Me estalla el paladar
Y se abren trozos del sepulcro de mi cuello

Hoy es la soledad
La única capaz
De hacer que, de estas grietas, salga algún destello

Sus pechos se abren
Están en todas partes
Sus vidas valen mucho más que otros cuerpos

Veo una luz en su razón
Para ir al cielo, basta tu rincón
Y saber que no existe parto sin dolor

Para ir al cielo, basta tu rincón
Para ir al cielo, basta tu rincón

Em Toda Parte

Morri tantas vezes
Talvez essa não seja a última vez
Algo se escurece
A luz se apaga, mas nunca vai morrer

Conheci o deserto
Quando lembro de tantos que agora não estão mais aqui
A morte é dos mortos
E tudo isso começa a soar igual

Um verso passa
Uma lâmina resgatada do passado
O silêncio se espalha
E, às vezes, é tão difícil perder

E estar assim, cavando leitos
Para os ausentes e os esquecidos
Estar assim, gritando ao vento frio
Pois quanto mais vivo, mais morro

Não posso suportar
Minha boca explode
E do meu pescoço brotam estilhaços do túmulo

Hoje é a solidão
A única capaz
De fazer surgir algum brilho dessas rachaduras

Seus peitos se abrem
Estão em toda parte
Suas vidas valem muito mais que outros corpos

Vejo uma luz em sua razão
Para chegar ao céu, basta o seu refúgio
E saber que não há parto sem dor

Para chegar ao céu, basta o seu refúgio
Para chegar ao céu, basta o seu refúgio

Composição: Patricio Silva / Oscar Silva / Francisco Silva / Claudio Garcia / Álvaro Prieto