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Coração Indomável

Los Muertos de Cristo

Corazón Indomable

Por alli viene Durruti con una carta en la mano,
donde dice las miserias de este pueblo soberano
Por alli viene Durruti con un libro en el morral,
donde apunta los millones que ha robado el capital

Por alli viene Durruti con catorce compañeros
y le dice a los patronos lo que quieren los obreros
Por alli viene Durruti con un pliego de papel,
a decirle a los soldados que se salgan del cuartel

Por alli viene Durruti sin carroza y sin dinero,
todo el mundo le saluda, campesino y jornalero
Por alli viene Durruti con las tablas de Noe,
pá que sepan los obreros que no hay patria, dios ni rey

Amanece un nuevo dia, tristeza en la mañana
La muerte moja las calles, de la via Calletana
Miradas entrecortadas, lagrimas de cristal
Un feretro recorre, la masa popular

Un padre con su hijo, no paran de observar
Y el niño con su inocencia a su padre fue a preguntar

Padre!!!! quien ha muerto?
Hijo!!!! un humilde trabajador
Padre!!!!! que le ha ocurrido?
Hijo!!!! una bala lo mato

El crio queda estrañado, no logra asimilar
No es un rey, no es un ministro ni tampoco un militar
Pero el pueblo esta en la calle para verlo enterrar
Pero el pueblo esta llorando por el amigo que se va

Padre!!!! quien lo ha matado?
Hijo!!!! tu mismo lo sabras
Padre!!!! por que lo hicieron?
Hijo!!!!! por defender tu libertad

Viva Durruti gritaban los obreros
viva Durruti el amigo del pueblo

Banderas rojinegras, corazones sin aliento
Gargantas libertarias, cantando hijos del pueblo
Grietas en la historia, silencian las razones
De aquellos que llevamos un mundo nuevo en los corazones

Coração Indomável

Por ali vem Durruti com uma carta na mão,
dizendo as misérias deste povo soberano.
Por ali vem Durruti com um livro na mochila,
donde anota os milhões que o capital roubou.

Por ali vem Durruti com catorze companheiros
e diz aos patrões o que os trabalhadores querem.
Por ali vem Durruti com um papel na mão,
a dizer aos soldados que saiam do quartel.

Por ali vem Durruti sem carruagem e sem grana,
todo mundo o cumprimenta, camponês e operário.
Por ali vem Durruti com as tábuas de Noé,
pra que os trabalhadores saibam que não há pátria, deus ou rei.

Amanhece um novo dia, tristeza pela manhã,
a morte molha as ruas da via Calletana.
Olhares entrecortados, lágrimas de cristal,
um caixão percorre a massa popular.

Um pai com seu filho não param de observar,
e a criança, com sua inocência, ao pai foi perguntar:

Pai!!!! quem morreu?
Filho!!!! um humilde trabalhador.
Pai!!!!! o que aconteceu?
Filho!!!! uma bala o matou.

O garoto fica espantado, não consegue entender,
não é um rei, não é um ministro, nem um militar.
Mas o povo está na rua pra vê-lo enterrar,
mas o povo chora pelo amigo que se vai.

Pai!!!! quem o matou?
Filho!!!! você mesmo saberá.
Pai!!!! por que fizeram isso?
Filho!!!!! por defender sua liberdade.

Viva Durruti, gritavam os trabalhadores,
viva Durruti, o amigo do povo.

Bandeiras vermelhas e negras, corações sem fôlego,
gargantas libertárias, cantando filhos do povo.
Fissuras na história, silenciaram as razões
daquele que levamos um mundo novo nos corações.