La Descreída
De los soles del camino
yo soy amigo y no miento
acaso no borra el viento
mi huella de caminador
para dejarte prueba como testigo
que me apuraba a tu encuentro
Si por frío y por heladas
quedan marcadas mis manos
no apunto al dolor humano
pero algo cierto has de saber
que lo que no descubras en la mirada
mi cuerpo puede probarlo
Con razón tu boquita se demoraba
de amores no sabes nada
y yo que soy conocedor
descansaré mis aguas en tu ensenada
sedienta flor enamorada.
Me preguntas si te quiero
y yo hasta el cielo respondo
te quiero cuando te nombro
y en el silencio te amo igual para que entiendas bien
si tu amor es fuego
que amor sincero es rescoldo
Ay de mí si llega el día
paloma mía, en que quieras
soñar con la primavera
buscando el nido de otro amor
que pueda yo entender
que tus alegrías
no son causal de mis penas.
Con razón tu boquita se demoraba
de amores no sabes nada
y yo que soy conocedor
descansaré mis aguas en tu ensenada
sedienta flor enamorada.
A Descrente
Dos sóis do caminho
sou amigo e não minto
será que o vento apaga
minha marca de caminhante
pra deixar de prova como testemunha
que eu corria pra te encontrar
Se por frio e por geadas
minhas mãos ficam marcadas
não aponto pro sofrimento humano
mas algo certo você deve saber
que o que não descobrir na mirada
meu corpo pode provar
Com razão sua boquinha se demorava
de amores você não sabe nada
e eu que sou conhecedor
descansarei minhas águas na sua enseada
flor sedenta apaixonada.
Você me pergunta se eu te amo
e eu até o céu respondo
te amo quando te nomeio
e no silêncio te amo igual pra você entender bem
se seu amor é fogo
que amor sincero é brasa
Ai de mim se chega o dia
pombinha minha, em que você quiser
despertar com a primavera
buscando o ninho de outro amor
que eu possa entender
que suas alegrias
não são causa das minhas penas.
Com razão sua boquinha se demorava
de amores você não sabe nada
e eu que sou conhecedor
descansarei minhas águas na sua enseada
flor sedenta apaixonada.
Composição: Mario Teruel, La Moro