Las Dos Querencias
Aquí me pongo a cantar
Sin salirme de la huella
Mi canto, sin ser estrella
Alumbra mi caminar
Me tienen que perdonar
Si lo digo divagando
Que mientras voy procurando
Definir mi pensamiento
Me hace bullas el contento
De cantar como jugando
Nacido en tierras aromadas
De naranjales en flor
Mi vista tiene el calor
De la luz anaranjada
De la ausencia desvelada
De ser yo mismo una ausencia
Un día encontré querencia
Lejos del Salto oriental
Mi dulce tierra natal
Aquella de la inocencia
Hoy sueño después de andar
Por huellas desordenadas
En las orillas besadas
Por un río de cantar
El apacible Olimar
Mirándome dulcemente
Es querencia de un ausente
Que solo sabe pensar
Que río para soñar
Olimar, tiene tu gente
Entre presencia y ausencia
De los pagos de mi flor
Siento ese amargo dulzor
Que dan ausencia y presencia
Lo digo sin complacencia
Tal vez, complaciendomé
Eso sí que no lo sé
Porque todo peregrino
Se entiende con el camino
Sin preguntarse por qué
As Duas Querências
Aqui me ponho a cantar
Sem sair da trilha
Meu canto, sem ser estrela
Ilumina meu caminhar
Têm que me perdoar
Se eu falo divagando
Que enquanto vou buscando
Definir meu pensamento
Me faz barulho a alegria
De cantar como se brincando
Nascido em terras cheirosas
De laranjais em flor
Meu olhar tem o calor
Da luz alaranjada
Da ausência revelada
De ser eu mesmo uma ausência
Um dia encontrei querência
Longe do Salto oriental
Minha doce terra natal
Aquela da inocência
Hoje sonho depois de andar
Por trilhas desordenadas
Nas margens beijadas
Por um rio de cantar
O aprazível Olimar
Me olhando docemente
É querência de um ausente
Que só sabe pensar
Que rio para sonhar
Olimar, tem sua gente
Entre presença e ausência
Das terras da minha flor
Sinto esse amargo dulçor
Que dão ausência e presença
Falo isso sem complacência
Talvez, me agradando
Isso sim, não sei
Porque todo peregrino
Se entende com o caminho
Sem se perguntar por quê