Víbora
Víbora
Víbora,
has vertido el veneno mortal y preciso
has dejado la marca de tu mordedura
en el justo lugar en que más te quería
Víbora,
como toda serpiente arrastraste el silencio
y al final la traición ha golpeado mi espalda,
yo te juro confiado que no lo esperaba
Víbora,
te irás, en busca de otro, al que lastimar
antes de marchar, fíjate en la marca que me dejaras,
que no se borrará
Devuélveme aunque sea el viejo sueño
de andar bajo la lluvia y no pensar
devuélveme las horas compartidas
y mi corazón sin vida, que ya no te servirá
Víbora,
cómo puedes golpear a quien más te ha querido?
cómo puedes dejar a tu víctima herida
sin siquiera una mísera luz en el alma
Dejarás atrás, toda una promesa sin pensarlo más,
sobreviviré, para ver que un día, cómo has de pagar
no podrás escapar
Devuélveme aunque sea el viejo sueño
de andar bajo la lluvia y no pensar
devuélveme las horas compartidas
y mi corazón sin vida, que ya no te servirá
Víbora
Víbora
Víbora,
você derramou o veneno mortal e certeiro
você deixou a marca da sua mordida
no exato lugar onde eu mais te amava
Víbora,
como toda serpente, você arrastou o silêncio
e no final a traição golpeou minhas costas,
eu te juro, confiante, que não esperava
Víbora,
você vai embora, em busca de outro, pra machucar
antes de partir, olha a marca que você vai deixar em mim,
que não vai se apagar
Devolve pra mim, ao menos, o velho sonho
de andar na chuva e não pensar
devolve as horas que compartilhamos
e meu coração sem vida, que já não vai te servir
Víbora,
como você pode ferir quem mais te amou?
como você pode deixar sua vítima ferida
sem ao menos uma mísera luz na alma?
Você deixará pra trás, toda uma promessa sem pensar mais,
eu vou sobreviver, pra ver um dia como você vai pagar
não vai conseguir escapar
Devolve pra mim, ao menos, o velho sonho
de andar na chuva e não pensar
devolve as horas que compartilhamos
e meu coração sem vida, que já não vai te servir