Al sobre (el pobre)
Como todas las tardes salió de laburar
Cargó la sube para poder viajar
El tren, dos bondis y después a caminar
Cuando estaba llegando lo quisieron afanar
Le sacaron la sube y un viejo celular
Y aunque no se resistió, lo surtieron igual
¡Que puta vida la del pobre!
Laburamos por dos pesos, y estos putos que nos ponen
En estos días, los que corren
En la guerra de la calle, somos pobres contra pobres
Bien temprano a la mañana salió a laburar
Con las monedas contadas para poder viajar
El tren, dos bondis y después hay que patear
Viene el bondi hasta las bolas, por eso no va a frenar
Llega tarde al laburo, se quiere matar
¡Que puta vida la del pobre!
Laburamos por dos pesos, y estos putos que nos ponen
En estos días, los que corren
Sobre a vida do pobre
Como todas as tardes saiu do trampo
Carregou o cartão pra poder viajar
O trem, dois ônibus e depois a pé
Quando estava chegando, tentaram roubar
Levaram o cartão e um celular velho
E mesmo sem reagir, levaram tudo igual
Que vida filha da puta a do pobre!
Trabalhamos por dois reais, e esses filhos da puta que nos ferram
Nesses dias, os que estão correndo
Na guerra da rua, somos pobres contra pobres
Bem cedo de manhã saiu pra trabalhar
Com as moedas contadas pra poder viajar
O trem, dois ônibus e depois tem que andar
O ônibus vem lotado, por isso não vai parar
Chega atrasado no trampo, quer se matar
Que vida filha da puta a do pobre!
Trabalhamos por dois reais, e esses filhos da puta que nos ferram
Nesses dias, os que estão correndo
Composição: Jonatan García